Torre Sentinel: a aposta de Chihuahua contra o crime

A Torre Sentinela busca reduzir a violência em Chihuahua com inteligência artificial e cooperação binacional.

Um prédio de 20 andares para segurança do Estado

A Torre Sentinela de Chihuahua abriga corporações de segurança nacionais e internacionais. Seu objetivo: garantir proteção ao povo de Chihuahua. O prédio, construído no início da gestão do governador Maru Campos, utiliza inteligência artificial e cerca de 10 mil câmeras que monitoram os 67 municípios do estado.

Porém, o ex-prefeito de Ciudad Juárez, Cruz Pérez Cuéllar, declarou seu desacordo com a obra. Desde o início de sua gestão, recusou-se a cooperar institucionalmente com Gilberto Loya, secretário estadual de Segurança Pública. Apesar disso, a torre promete benefícios significativos para o município fronteiriço.

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Violência e cooperação binacional

Ciudad Juárez concentra metade dos homicídios da entidade, ligados a crimes federais. Guadalupe y Calvo, também governada por Morena, faz parte do Triângulo Dourado, região montanhosa onde se cultivam maconha e papoula.

Para enfrentar esses desafios, o governo do estado promove a Plataforma Sentinela. Participaram de sua apresentação autoridades norte-americanas – José Gardea, Samuel Cleves e Félix Herrera – e representantes mexicanos como Armando Juárez (CNI), Ramón Badillo (FGR) e Hernán Pérez (AEI).

“Centinela é um verdadeiro guardião da segurança, sem depender de elementos no terreno, nem dos riscos que isso implicaria para a integridade física das forças policiais”, reconhece Gilberto Loya.

Aposte na dissuasão

A cooperação bilateral continua forte, apesar das tensões anteriores. O governador Maru Campos, ao lançar a primeira pedra, afirmou: “A segurança é uma questão dolorosa, mas hoje viemos dizer ao povo de Chihuahua que juntos podemos!” A tecnologia da Centinela detecta placas, fotografias de ocupantes e números de série de telefones, sem a necessidade de retentores físicos. Assim, o governo busca enfraquecer a incidência da criminalidade no estado.

El Mayo Zambada é condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos

O líder histórico do Cartel de Sinaloa foi condenado à prisão perpétua em Nova York.

Ismael “El Mayo” Zambada, de 76 anos e considerado durante décadas um dos principais líderes do Cartel de Sinaloa, foi condenado esta segunda-feira à prisão perpétua por um tribunal federal de Brooklyn, Nova Iorque. O juiz Brian Cogan determinou que o traficante de drogas passará o resto da vida na prisão após se declarar culpado de diversos crimes relacionados ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crime organizado.

Os crimes contra Zambada

Durante a audiência, o juiz observou que a gravidade dos crimes atribuídos a Zambada – incluindo o tráfico de grandes quantidades de cocaína, heroína e fentanil, bem como numerosos homicídios ligados à organização criminosa – justifica plenamente a imposição da pena máxima prevista na lei norte-americana. Além disso, ordenou o confisco de 15 bilhões de dólares como reparação pelos danos causados.

Antes de ouvir a sentença, Zambada enviou uma mensagem na qual pedia desculpas às vítimas pelos seus actos, assumia a responsabilidade pelos seus crimes e exortava os jovens a não seguirem o caminho do crime organizado. O ex-líder do Cartel de Sinaloa aceitou as acusações em 2025 como parte de um acordo com o Ministério Público dos Estados Unidos, através do qual evitou enfrentar a pena de morte.

Reações e próximos passos

Com esta resolução, “El Mayo” permanece no mesmo estatuto jurídico de Joaquín “El Chapo” Guzmán, que também cumpre pena de prisão perpétua nos Estados Unidos. No entanto, as autoridades norte-americanas alertaram que a sentença não representa o fim da sua ofensiva contra o tráfico de droga, mas sim o início de novas ações contra membros dos cartéis e funcionários alegadamente ligados a estas organizações.

A condenação também poderá intensificar as divergências entre os governos do México e dos Estados Unidos, devido às polêmicas que cercaram a captura de Zambada em julho de 2024. A presidente Claudia Sheinbaum questionou a operação realizada em território mexicano e solicitou esclarecimentos sobre a participação de agências norte-americanas na transferência do histórico capo para aquele país.

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Kenia López Rabadán defende Ruffo Appel como preso político

Deputado do PAN chama de preso político o ex-governador detido pelo procurador Huachicol.

A presidente do Conselho de Administração da Câmara dos Deputados, Kenia López Rabadán, descreveu o ex-governador da Baixa Califórnia, Ernesto Ruffo Appel, como um preso político. O ex-presidente foi preso em 16 de julho por suposta participação no crime de huachicol fiscal.

Questões ao processo judicial

López Rabadán questionou o processo judicial contra Ruffo Appel. Ele observou que representa um momento histórico para a democracia mexicana, sendo o primeiro candidato da oposição a conquistar um governo no país, na Baixa Califórnia, em 1989.

O legislador do PAN criticou que o ex-governador enfrenta prisão por investigação sobre contrabando de combustíveis. Salientou que não há funcionários detidos, apesar de as autoridades participarem na autorização, vigilância e operação dos processos de importação e distribuição de hidrocarbonetos.

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FDA retira: falso positivo para ciclospora em alface mexicana

FDA corrige erro sobre parasita positivo em alface de Guanajuato.

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) recuou. Uma amostra de alface mexicana, testada durante uma triagem de importação na fronteira sul, deu positivo para ciclospora. A agência agora está chamando isso de “falso positivo” e notificando a Taylor Farms sobre a correção.

O erro não modifica a investigação em andamento. A FDA mantém uma investigação aberta sobre o surto de ciclosporíase que afeta vários estados. As medidas preventivas continuam em vigor.

Retirada voluntária e esclarecimento

No sábado, a Taylor Farms fez o recall voluntário de toda a alface americana produzida em Guanajuato, no México. A medida, que contemplou 35 produtos distribuídos em 27 entidades, respondeu a possíveis ligações com os casos denunciados. Após esclarecimentos do FDA, a empresa disse que concluiu o recall preventivo. Insistiu que a autoridade não tinha identificado um teste positivo real nos seus produtos. A amostra errada correspondia a uma remessa diferente, coletada em inspeções de rotina, e não ao produto já recolhido.

Números do surto

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) relataram mais de 1.600 casos confirmados de ciclosporíase em Indiana, Kentucky, Michigan, Ohio e Virgínia Ocidental. Os pesquisadores descobriram que vários pacientes consumiram alimentos em restaurantes Taco Bell que usavam alface Taylor Farms.

A FDA e o CDC continuam a coordenar ações com as autoridades federais e estaduais. O objetivo: identificar a origem do surto e prevenir novas infecções. A situação mantém consumidores e autoridades de saúde em alerta.

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