O pedido de impeachment contra Maru Campos esmaece
A presidente da Câmara dos Deputados, Kenia López Rabadán, informou que expirou o prazo para ratificar o pedido de impeachment contra o governador de Chihuahua, Maru Campos. Os requerentes, deputados morena do Congresso local antes de San Lázaro, tiveram três dias para confirmar o pedido, mas não o fizeram.
“O que significa não ser ratificado? Que não existe mais um pedido formal de impeachment contra o governador Maru Campos”, explicou López Rabadán em entrevista. O deputado do PAN acrescentou: “Será sempre bom estar do lado certo da história, da lei”. Ele também rejeitou comparações com Sinaloa em termos de segurança: “Isso ofende a inteligência dos mexicanos”.
López Rabadán participou de um evento em Chihuahua em apoio a Campos, junto com os ex-presidentes Vicente Fox e Felipe Calderón, e o líder nacional do PAN, Jorge Romero Herrera.
Antecedentes do caso
Em 18 de abril de 2026, agentes da CIA e do Ministério Público de Chihuahua garantiram um laboratório de drogas na entidade. Um dia depois, dois agentes da CIA e dois procuradores locais morreram num acidente de carro na Serra Tarahumara. Isso levou à renúncia do procurador-geral César Jauregui, a uma tentativa de impeachment contra Campos, a uma marcha de Morena em defesa da soberania e a intimações da Procuradoria-Geral da República.
A falta de ratificação do julgamento de impeachment é vista como um apoio ao governador em meio às tensões políticas e de segurança no estado.




