Dezenas de pessoas marcharam neste sábado do Hemiciclo a Juárez em direção à antiga embaixada dos Estados Unidos na Cidade do México. O protesto, convocado no âmbito da Revolução Cubana, exigia o fim do bloqueio econômico, o fim das ameaças de intervenção militar e a retomada do envio de petróleo mexicano para a ilha.
A partir das 9h30, os contingentes avançaram ao longo do Paseo de la Reforma com slogans como “Cuba sim, bloqueio não” e “Petróleo mexicano para o povo cubano”.
Olivia Garza, da Associação de Residentes Cubanos no México, afirmou: EL UNIVERSAL que a agressão dos Estados Unidos se intensificou. “Eles querem matar de fome um povo que apenas exerceu o seu direito de construir a sua própria sociedade”, disse ele. Descreveu a política externa de Donald Trump como “autoritária” e alertou para o risco de uma agressão militar, promovida pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
Ivonne Guerra, também da associação, descreveu o bloqueio como uma “sufocação económica, financeira e comercial” que já dura 67 anos. Reconheceu o apoio do México, país que tem enviado ajuda humanitária devido a laços históricos, e pediu que esses envios sejam retomados.
Sílvia Ramo compareceu para comemorar o aniversário da Revolução Cubana. Ele solicitou o aumento da ajuda humanitária, mas alertou que a pressão dos EUA torna difícil para o México enviar petróleo diretamente. Ela criticou a política intervencionista dos EUA na América Latina e em outras regiões.
Os manifestantes concordaram que o México tem sido um dos poucos governos que mantém uma posição de soberania e autodeterminação face à pressão de Washington.




