De colecionador de carros a investigado por lavagem de dinheiro
A captura de Justo N em Mérida expôs um contraste: o empresário que exibia carros de luxo nas redes sociais enfrenta hoje acusações de crime organizado e lavagem de dinheiro. O Gabinete de Segurança o indica como suposto operador financeiro do Cartel do Nordeste.
No meio automotivo de Yucatán, Justo N era conhecido por sua coleção de supercarros – Ferrari, Lamborghini, McLaren, Porsche – que apareciam em vídeos de influenciadores e páginas especializadas. Sua garagem e armazém tornaram-se pontos de encontro de fãs e fotógrafos, projetando uma imagem de sucesso e legitimidade.
A operação que revelou outro rosto
O Secretário da Marinha realizou quatro buscas em Mérida e Komchén, onde apreendeu 15 veículos de luxo, armas, cartuchos, dólares, metanfetamina, joias, equipamentos eletrônicos e documentação. O valor total do que foi apreendido ultrapassa 145 milhões de pesos.
As autoridades investigam há meses Justo N como um dos principais responsáveis pela articulação de esquemas de lavagem de dinheiro de uma organização criminosa com presença em diversas regiões do país.
Após sua prisão, circularam versões sobre possíveis ligações com outros casos de grande impacto. Também ressurgiu que em 2025 ele foi erroneamente declarado morto durante um ataque em Querétaro, versão negada com sua prisão.
Em Yucatán, houve quem ligasse a operação ao caso do empresário José Ángel D.B., mas a Procuradoria-Geral da República e a Marinha não confirmaram essa ligação. Ambas as investigações permanecem oficialmente separadas.
O caso despertou interesse na comunidade de Yucatán, enquanto as autoridades continuam a investigar possíveis ligações com outras atividades ilícitas.




