Último discurso de Petro: acusações e advertências
Gustavo Petro entregou sua última mensagem como presidente da Colômbia diante de milhares de seguidores no sul de Bogotá, durante a comemoração do Dia da Independência. Lá ele descreveu seu sucessor, Abelardo de la Espriella, como um “servo” dos Estados Unidos.
“O próximo presidente da Colômbia será um servo dos governantes dos Estados Unidos que o ajudaram, entre aspas, a eleger; depois passamos do status de República para o status de vice-reinado novamente”, afirmou.
Petro garantiu que houve “fraude” no segundo turno eleitoral e que apresentará provas. Ele argumentou que Donald Trump ordenou ao seu secretário de Estado, Marco Rubio, que assumisse o comando da Colômbia, e que Rubio agiu como amigo pessoal de De la Espriella.
A resposta do presidente eleito
Horas antes, De la Espriella liderou os acontecimentos patrióticos em Medellín. Lá prestou homenagem aos soldados e policiais e afirmou que o povo de Antioquia “decidiu derrotar a tirania para defender a democracia”.
Petro comparou o momento atual com a independência de Espanha em 1810. Disse que era hora de dar “o segundo grito de independência” e apelou à quebra de um vaso, aludindo ao episódio histórico que desencadeou a separação do domínio espanhol.
O presidente cessante alertou que se o próximo governo tentar eliminar as reformas sociais do seu mandato, convocará uma greve nacional e protestos. Ele também ameaçou romper alianças políticas: nenhum partido que votar no candidato de De la Espriella para presidir o Senado terá apoio nas eleições regionais de 2027.
“Nenhum aliado que vote no fascismo no Senado terá o apoio da força popular”, disse Petro, que assumirá a liderança da oposição.




