INE normaliza entrega de credenciais após ajustes na produção

O INE estabiliza a produção e reduz os prazos de entrega de credenciais.

O Instituto Nacional Eleitoral (INE) conseguiu estabilizar a fabricação do novo modelo de Credencial de Voto. A partir desta semana, o tempo de espera começará a diminuir gradativamente, informou a agência em comunicado oficial.

Produção em dia e redução de prazos

Durante as primeiras sete semanas do novo contrato, com efeitos a partir de 1 de junho de 2026, o INE solicitou 2 milhões 415 mil 191 credenciais. Desse total, 2 milhões 9 mil 877 já foram distribuídos aos Módulos de Atendimento ao Cidadão (MAC) de todo o país.

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Agora a produção atende aos procedimentos realizados no dia anterior. Isto permite-nos iniciar a redução progressiva dos prazos de entrega, com o objectivo de regressar ao intervalo habitual de seis a nove dias de calendário.

O novo contrato começou com um atraso de 423.109 credenciais, devido à grande demanda e ao esgotamento do volume máximo do contrato anterior. Para garantir a qualidade e segurança do documento, a produção começou gradativamente: no primeiro dia foram fabricadas 2 mil credenciais e aumentadas até atingir, no dia 10 de junho, a capacidade contratada de 90 mil por dia.

Normas de segurança e apelo aos cidadãos

O INE sublinhou que esta fase de ajustamento permitiu verificar cada etapa do processo e garantir os elementos de segurança do novo modelo. Embora tenha sido necessário ampliar temporariamente os prazos de entrega, uma vez estabilizada a produção, o instituto trabalha para cumprir o prazo comprometido.

A organização apela a quem solicitou registo, substituição, renovação ou atualização que verifique o estado do seu procedimento através dos canais oficiais antes de se dirigir a um módulo. A padronização gradual reflete o compromisso de oferecer um serviço confiável, seguro e oportuno, mantendo a integridade da credencial, o documento de identificação mais utilizado no México.

El Mayo Zambada é condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos

O líder histórico do Cartel de Sinaloa foi condenado à prisão perpétua em Nova York.

Ismael “El Mayo” Zambada, de 76 anos e considerado durante décadas um dos principais líderes do Cartel de Sinaloa, foi condenado esta segunda-feira à prisão perpétua por um tribunal federal de Brooklyn, Nova Iorque. O juiz Brian Cogan determinou que o traficante de drogas passará o resto da vida na prisão após se declarar culpado de diversos crimes relacionados ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crime organizado.

Os crimes contra Zambada

Durante a audiência, o juiz observou que a gravidade dos crimes atribuídos a Zambada – incluindo o tráfico de grandes quantidades de cocaína, heroína e fentanil, bem como numerosos homicídios ligados à organização criminosa – justifica plenamente a imposição da pena máxima prevista na lei norte-americana. Além disso, ordenou o confisco de 15 bilhões de dólares como reparação pelos danos causados.

Antes de ouvir a sentença, Zambada enviou uma mensagem na qual pedia desculpas às vítimas pelos seus actos, assumia a responsabilidade pelos seus crimes e exortava os jovens a não seguirem o caminho do crime organizado. O ex-líder do Cartel de Sinaloa aceitou as acusações em 2025 como parte de um acordo com o Ministério Público dos Estados Unidos, através do qual evitou enfrentar a pena de morte.

Reações e próximos passos

Com esta resolução, “El Mayo” permanece no mesmo estatuto jurídico de Joaquín “El Chapo” Guzmán, que também cumpre pena de prisão perpétua nos Estados Unidos. No entanto, as autoridades norte-americanas alertaram que a sentença não representa o fim da sua ofensiva contra o tráfico de droga, mas sim o início de novas ações contra membros dos cartéis e funcionários alegadamente ligados a estas organizações.

A condenação também poderá intensificar as divergências entre os governos do México e dos Estados Unidos, devido às polêmicas que cercaram a captura de Zambada em julho de 2024. A presidente Claudia Sheinbaum questionou a operação realizada em território mexicano e solicitou esclarecimentos sobre a participação de agências norte-americanas na transferência do histórico capo para aquele país.

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Kenia López Rabadán defende Ruffo Appel como preso político

Deputado do PAN chama de preso político o ex-governador detido pelo procurador Huachicol.

A presidente do Conselho de Administração da Câmara dos Deputados, Kenia López Rabadán, descreveu o ex-governador da Baixa Califórnia, Ernesto Ruffo Appel, como um preso político. O ex-presidente foi preso em 16 de julho por suposta participação no crime de huachicol fiscal.

Questões ao processo judicial

López Rabadán questionou o processo judicial contra Ruffo Appel. Ele observou que representa um momento histórico para a democracia mexicana, sendo o primeiro candidato da oposição a conquistar um governo no país, na Baixa Califórnia, em 1989.

O legislador do PAN criticou que o ex-governador enfrenta prisão por investigação sobre contrabando de combustíveis. Salientou que não há funcionários detidos, apesar de as autoridades participarem na autorização, vigilância e operação dos processos de importação e distribuição de hidrocarbonetos.

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FDA retira: falso positivo para ciclospora em alface mexicana

FDA corrige erro sobre parasita positivo em alface de Guanajuato.

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) recuou. Uma amostra de alface mexicana, testada durante uma triagem de importação na fronteira sul, deu positivo para ciclospora. A agência agora está chamando isso de “falso positivo” e notificando a Taylor Farms sobre a correção.

O erro não modifica a investigação em andamento. A FDA mantém uma investigação aberta sobre o surto de ciclosporíase que afeta vários estados. As medidas preventivas continuam em vigor.

Retirada voluntária e esclarecimento

No sábado, a Taylor Farms fez o recall voluntário de toda a alface americana produzida em Guanajuato, no México. A medida, que contemplou 35 produtos distribuídos em 27 entidades, respondeu a possíveis ligações com os casos denunciados. Após esclarecimentos do FDA, a empresa disse que concluiu o recall preventivo. Insistiu que a autoridade não tinha identificado um teste positivo real nos seus produtos. A amostra errada correspondia a uma remessa diferente, coletada em inspeções de rotina, e não ao produto já recolhido.

Números do surto

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) relataram mais de 1.600 casos confirmados de ciclosporíase em Indiana, Kentucky, Michigan, Ohio e Virgínia Ocidental. Os pesquisadores descobriram que vários pacientes consumiram alimentos em restaurantes Taco Bell que usavam alface Taylor Farms.

A FDA e o CDC continuam a coordenar ações com as autoridades federais e estaduais. O objetivo: identificar a origem do surto e prevenir novas infecções. A situação mantém consumidores e autoridades de saúde em alerta.

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