O presidente não mede palavras
Claudia Sheinbaum deixou claro quem carrega a água suja no caso dos agentes da CIA que participaram de uma operação e acabaram mortos. Não é Washington, não é a federação: é o governo do PAN de Maru Campos em Chihuahua.
“O que houve aqui foi uma falta de autoridade estatal”, disse ele do Palácio Nacional. E concluiu: “A principal falha está no governo do estado, que solicitou essa colaboração, e isso vai contra a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”.
“Os governos estaduais têm que cumprir as leis de qualquer maneira, isso não é opcional. Cumprir a lei não é opcional e a Lei de Segurança Nacional é tão clara que não há espaço para interpretação.”
O que realmente aconteceu?
Segundo Sheinbaum, o problema começa quando Chihuahua pede ajuda direta aos Estados Unidos, sem passar pelas autoridades federais. A Secretaria de Defesa Nacional (Sedena) nem descobriu. E isso, diz ele, viola todo o arcabouço jurídico.
O governador Campos já foi convocado ao Senado, assim como o procurador estadual César Jáuregui. Sobre se ele merece ser afastado, Sheinbaum foi cirúrgico: “A própria governadora deve determinar isso”.
Relacionamento com Trump: sob controle
Embora o assunto cheire a um escândalo diplomático, o presidente abrandou: “A relação com os Estados Unidos não tem de ser afectada… mas também não podemos ignorar a nossa Constituição”.
O pano de fundo? Um lembrete a todos os governadores: as regras do jogo não são opcionais. E se alguém pular, ela será cobrada.
“Jurei fazer cumprir a Constituição e as leis, o governador também jurou, e o promotor também.”




