Outro plano, outro nome e memória?
A menos de cem dias do início da Copa FIFA 2026, o governo federal apresentou o Plano Kukulkán. O chefe da SSPC, Omar García Harfuch, explicou tudo na conferência matinal em Zapopan. Parece impressionante. Como de costume.
“Projetado para garantir condições de proteção antes, durante e depois da realização deste evento internacional”, explicou.
A estratégia promete coordenação com o Canadá e os Estados Unidos. Integra mais de vinte órgãos federais, estaduais e municipais. Troca de informações, protocolos aprovados, exercícios simulados. O cardápio completo.
A promessa do dispositivo perfeito
Será necessário. Milhões de visitantes virão ao país. García Harfuch explicou que o plano inclui monitoramento permanente e sistemas de alerta precoce. Dispositivos serão reforçados em aeroportos, estradas e centros de hospedagem.
“Com estas ações, o governo do México reafirma seu compromisso…”, disse ele.
Eles já montaram uma mesa com representantes da FIFA e das instituições do Gabinete de Segurança. O objetivo final é projetar o México como um destino seguro para eventos de grande porte. A teoria é impecável. A prática é outra história.
Antes do grande espetáculo é sempre igual: planos com nomes grandiosos, mesas de coordenação, promessas de operações impecáveis. Aí o circo passa, as câmeras vão embora e ficamos com a mesma paisagem de sempre. Alguém se lembra dos planos para eventos passados? Exato.




