47 presos no caso Racho Izaguirre, mas as dúvidas persistem

Um ano após a descoberta, as autoridades relatam 47 detidos, mas poucas informações sobre as vítimas.

Um ano depois, as contas não batem certo

Omar García Harfuch, secretário de Segurança, deu o número na manhã desta sexta-feira: 47 pessoas foram detidas pelo caso Racho Izaguirre. Um ano se passou desde aquelas descobertas macabras em Teuchitlán.

Mas aí vem o interessante. Ou a coisa preocupante. Depende de como você vê isso.

“O que foi encontrado são mais evidências de um centro de treinamento”

Foi o que disse García Harfuch. Um ‘centro de treinamento’. Um eufemismo burocrático que faz gelar o sangue quando se pensa no contexto. E então ele terminou com isto:

“Lembremos que só foi encontrado, até agora há indícios de uma pessoa que perdeu a vida e 47 foram detidas por esse fato”

Uma vítima contra 47 detidos. A matemática oficial gera mais perguntas do que respostas. Que espécie de “centro” era este onde tantas pessoas estavam envolvidas?

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O eterno jogo de bola

Como bom funcionário, García Harfuch passou a responsabilidade da informação. Ele disse que os detalhes deverão ser dados pela Procuradoria-Geral da República (FGR), chefiada por Ernestina Godoy.

Claudia Sheinbaum, a presidente, entoou o mesmo roteiro: essa informação corresponde ao FGR.

“Temos que esperar pela informação”

Foi o que Sheinbaum declarou. Espere. A palavra preferida do poder quando não quer falar com clareza.

O secretário acrescentou que ainda existem mandados de prisão pendentes. O caso ainda está aberto, tecnicamente. Mas passados ​​doze meses, as famílias continuam à espera de algo mais concreto do que números e referências institucionais.

Quarenta e sete prisões parecem muito trabalho policial. Mas sem contexto, sem nomes, sem explicar o que exatamente aqueles quarenta e sete faziam naquela propriedade… soam, acima de tudo, como um número conveniente para um aniversário desconfortável.

El Jando: piloto que transferiu El Mayo para os EUA foi preso e entregue em agosto

A FGR confirmou a identidade do piloto que levou El Mayo aos Estados Unidos.

No dia 15 de julho, a Procuradoria-Geral da República (FGR) apresentou mais detalhes sobre a participação de Mauro Alberto Núñez Ojeda, vulgo “El Jando”, na transferência forçada de Ismael “El Mayo” Zambada para os Estados Unidos.

Cronologia da investigação

25 de julho de 2024: “El Mayo” foi privado de liberdade e enviado ao Novo México com Joaquín Guzmán López. A FGR indica que “El Jando” pilotou o avião desde Culiacán, Sinaloa.

Nesse mesmo dia, as autoridades mexicanas e norte-americanas inspecionaram a aeronave. O então embaixador Ken Salazar disse que ofereceu a AMLO e ao promotor Gertz Manero o envio de uma equipe, mas não houve resposta.

“Informei AMLO e Gertz da diligência. Mas, mesmo assim, houve apenas silêncio de AMLO”, declarou Salazar.

8 de fevereiro de 2025: “El Jando” foi preso em Jesús María, Culiacán, após atacar militares e membros da Guarda Nacional. Ele se identificou com outro nome, mas provas periciais confirmaram sua identidade.

11 de fevereiro: O secretário Omar García Harfuch confirmou que “El Jando” era um piloto de confiança de “Los Chapitos”, uma célula ligada à privação ilegal de “El Mayo”.

“Sim, podemos dizer que esta pessoa é um piloto de confiança do líder da célula criminosa”, disse Harfuch.

Junho de 2025: O FGR encontrou correspondências de voz e impressão digital que ligam “El Jando” ao piloto de 25 de julho.

Agosto de 2025: Ele foi entregue aos Estados Unidos junto com outros 25 criminosos altamente perigosos, com base na Lei de Segurança Nacional.

8 de julho de 2025: A promotora Ernestina Godoy informou que a pista de decolagem de Sinaloa não tinha autorização para operar e que a aeronave apresentava meios de identificação alterados.

15 de julho: A presidente Claudia Sheinbaum indicou que a entrega foi realizada em estrita conformidade com a lei. A FGR continua investigando.

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CNDH condena mortes de migrantes mexicanos sob custódia do ICE

CNDH exige investigação de mortes de migrantes mexicanos sob custódia do ICE nos Estados Unidos.

A Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH), presidida por Rosario Piedra, manifestou-se veementemente contra as mortes de migrantes mexicanos ocorridas durante as operações e nos centros de detenção do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). A organização exigiu investigações para esclarecer o ocorrido e punir os responsáveis.

Exigências por justiça

Em comunicado, a CNDH qualificou estes casos como acontecimentos da “da maior gravidade”, uma vez que implicam possíveis violações de direitos fundamentais como a vida, a integridade pessoal, a saúde, o devido processo legal e o tratamento digno dos compatriotas detidos. A Comissão sublinhou que a protecção dos direitos humanos dos migrantes é uma obrigação internacional, independentemente da sua nacionalidade ou estatuto de imigração.

A organização também apoiou a assistência consular que o México presta aos seus cidadãos privados de liberdade por motivos de imigração, bem como o apoio jurídico e humanitário às suas famílias. Exigiu que as investigações fossem “rápidas, imparciais, independentes e transparentes” para garantir a verdade e a justiça.

Críticas às políticas de imigração dos EUA

A CNDH manifestou preocupação com as políticas de deportação em massa e com o reforço dos controlos fronteiriços nos Estados Unidos. Observou que estas medidas aumentam o risco de abusos, como separação familiar, detenção arbitrária prolongada, tratamento cruel e perda de vidas.

A organização apelou às autoridades consulares e responsáveis ​​pela aplicação da lei para que agissem rapidamente, garantindo o acesso à justiça, à verdade e à reparação abrangente para as vítimas indirectas. Reiterou que qualquer morte sob custódia do Estado deve ser investigada com o máximo rigor e transparência.

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Descarrilamento do Trem Interoceânico não deixou feridos

Novo descarrilamento do Trem Interoceânico, sem feridos, no mesmo trecho de acidente anterior.

Descarrilamento do Trem Interoceânico

Na quarta-feira, 15 de julho, o EL UNIVERSAL Oaxaca noticiou o descarrilamento de um trem de carga do Trem Interoceânico. Ocorreu na madrugada de terça-feira no quilómetro 230+800, entre Nizanda e Chivela, em Assunção Ixtaltepec, Oaxaca.

A Secretaria da Marinha (Semar) indicou que o incidente envolveu duas unidades de carga articulada, cada uma com dois carros. Não houve feridos ou efeitos na população. Pessoal especializado acionou os protocolos de segurança e iniciou a retirada das unidades para liberar a estrada.

O troço é o mesmo onde ocorreu o acidente ferroviário mais grave nesta rota, em dezembro passado, com 14 mortos e mais de uma centena de feridos. O novo descarrilamento gerou preocupação na comunidade, embora as autoridades tenham garantido que não houve feridos.

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