Quatro ex-policiais presos em Puebla por ligações com o crime organizado

Operação multinacional culmina com a captura de ex-agentes acusados ​​de ligações a grupos criminosos e ataques a autoridades.

Operação coordenada desmantela rede de corrupção policial em Puebla

Um esforço interinstitucional sem precedentes, liderado pela Secretaria de Defesa Nacional (Sedena), pela Procuradoria-Geral da República (FGR) e pela Guarda Nacional (GN), culminou na prisão de quatro ex-membros das forças policiais em Puebla. Os envolvidos, segundo evidências coletadas durante meses de inteligência, teriam colaborado ativamente com células criminosas, fornecendo informações privilegiadas e protegendo operações ilícitas relacionadas a homicídios e tráfico de drogas.

Metodologia de pesquisa e principais conclusões

A investigação começou após analisar padrões de ataques contra forças do Estado ocorridos entre fevereiro e março de 2025. Por meio de vigilância eletrônica, monitoramento físico e análise forense, os suspeitos foram identificados como supostos autores do assassinato de dois agentes e de um ataque armado. Entre as provas decisivas estavam comunicações interceptadas, testemunhos protegidos e a descoberta de um fuzil de assalto com número de série alterado, balisticamente ligado a ambos os crimes.

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Os detidos – cujas identidades são reservadas para segurança – ocuparam cargos operacionais na Secretaria de Segurança Pública do estado até 2024. Segundo documentos judiciais, eles teriam recebido pagamentos periódicos de uma facção do Cartel Nova Geração de Jalisco em troca de alertas sobre operações e manipulação de provas. Durante as buscas, foram apreendidos dispositivos de armazenamento com registros financeiros irregulares e mapas com rotas de distribuição de metanfetaminas.

Implicações estruturais e resposta institucional

Este caso expõe os desafios persistentes no expurgo das corporações locais. Especialistas consultados destacam que a infiltração criminosa em instituições públicas continua a ser um fator crítico de violência em pelo menos 12 entidades. Dados do SESNSP revelam que, somente em 2025, foram expedidos 43 mandados de prisão contra funcionários públicos por crimes de conluio, superando em 17% os números de 2024.

O Gabinete de Segurança federal enfatizou que as prisões fazem parte de uma estratégia mais ampla para neutralizar redes de cumplicidade. “Essas ações reafirmam nosso compromisso com a responsabilização”, declarou um porta-voz da SSPC, detalhando que os acusados enfrentarão acusações de homicídio qualificado, crime organizado e abuso de autoridade.

Para organizações civis como México Evalúa, o caso ressalta a urgência de reformar os processos de contratação e supervisão policial. Eles recomendam a implementação de avaliações periódicas de ativos e polígrafos, medidas atualmente aplicadas em apenas 22% das academias estaduais de acordo com o Índice de Capacidade Policial de 2024.

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Ministério Público concede medidas de proteção a vítima de violência familiar

A Promotoria de Morelos emitiu medidas de proteção após denúncia de violência familiar contra o ex-diretor da Pemex.

A Procuradoria Geral de Morelos ativou medidas de proteção a favor de Felicia Jiménez Lavie, que apresentou queixa por violência familiar contra seu marido, Víctor Rodríguez Padilla, ex-diretor da Pemex. A informação foi relatada pelo promotor Fernando Blumenkron Escobar.

As medidas, explicou o responsável, estarão disponíveis quando a vítima as exigir. A denúncia foi apresentada na Cidade do México e a Secretaria da Mulher do Governo do México acompanha diretamente o caso.

Investigação em andamento

Até agora, Jiménez Lavie não se dirigiu ao Ministério Público local para contribuir com mais elementos para a pasta da investigação. A ação foi iniciada ex officio na última sexta-feira, 26 de junho, após a divulgação de um vídeo com imagens de agressões contra a mulher.

Blumenkron garantiu que o portfólio continua sua integração. “O processo não parou e vamos continuar a garantir justiça à vítima”, afirmou. Além disso, indicou que há articulação com a Secretaria da Mulher e o Ministério Público da capital, na rota de atendimento às vítimas de violência familiar.

Dentre as ações realizadas, a Promotoria de Morelos busca localizar o endereço onde ocorreu a agressão física, para realizar laudos periciais de acordo com as imagens do vídeo veiculado pela própria vítima.

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Trump não estende T-MEC: México enfrenta revisão anual

EUA rejeitam extensão automática do T-MEC; a validade é reduzida para 10 anos com revisão anual.

Rejeição de extensão automática

Os Estados Unidos decidiram não renovar automaticamente o Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) por 16 anos. Isto reduz a sua validade para uma década com uma revisão anual. A medida gerou preocupação entre os legisladores mexicanos.

Ricardo Monreal, coordenador do Morena em San Lázaro, explicou que o tratado permanece em vigor por mais 10 anos, mas sujeito a avaliação a cada ano. Ele observou que os Estados Unidos apresentaram 54 observações, incluindo questões como a toninha-vaquita e a pirataria. O México, por sua vez, levantou 13 pontos, incluindo a cláusula 232 sobre tarifas.

“Só que será revisto ano após ano, mas o Tratado não está concluído, continua por mais 10 anos porque foi assim que foi assinado há seis anos”, declarou Monreal.

O legislador alertou que Donald Trump tem sido um crítico constante do USMCA e apelou à consideração dos benefícios que trouxe às três nações.

Reações da oposição

Héctor Saúl Téllez, vice-coordenador económico do PAN, considerou que a posição dos EUA demonstra falta de antecipação estratégica por parte do governo federal.

“A decisão dos EUA de não prorrogar automaticamente o USMCA por 16 anos na revisão de hoje não é o fim do tratado, mas revela uma falta de antecipação estratégica por parte do governo federal”, afirmou.

Téllez lembrou que o artigo 34.7 do acordo era conhecido desde 2018. Chegar a 1º de julho sem uma prorrogação limpa representa um risco que, segundo ele, deveria ter sido evitado.

A revisão anual permitirá ajustamentos, mas persiste a incerteza sobre o futuro do comércio regional. O México e o Canadá procurarão manter a estabilidade do acordo durante os próximos dez anos.

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Gerente do Banco del Bienestar ligado ao roubo de 5 milhões

Três presos, incluindo o gerente, pelo roubo de 5 milhões de pesos em uma agência bancária.

Detalhes do assalto ao Banco del Bienestar

A Promotoria de Nuevo León prendeu três pessoas pelo roubo de 5 milhões de pesos em uma agência do Banco del Bienestar em Guadalupe. Entre os presos está Delia “N”, gerente de banco, identificada como participante do planejamento do assalto. Ela foi presa em 25 de junho e permanece em prisão preventiva.

Os outros dois detidos são Alexis “N”, de 25 anos, e Armando “N”, de 50, ligados a processos por operações ilegais e crimes contra a saúde. A Agência Estatal de Investigação realizou buscas em Apodaca e San Nicolás de los Garza.

Eles recuperam parte do saque e dos veículos

As autoridades recuperaram 1 milhão 851 mil 200 pesos do dinheiro roubado. Também apreenderam um Ford Mustang e um Chevrolet Colorado, adquiridos com recursos ilícitos. Além disso, foram apreendidos um GMC Terrain, um Chevrolet Aveo, um Chevrolet Spark e um Ford Escort; este último teria sido utilizado no roubo.

Segundo a investigação, dois homens vestidos de preto entraram no banco após a saída dos clientes, ameaçaram os funcionários e obrigaram-nos a abrir o cofre. Trancaram o pessoal num banheiro e fugiram com os 5 milhões. A investigação permanece aberta.

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