Sheinbaum relata aquisição de 96% de medicamentos oncológicos

A administração federal garante progresso no fornecimento, mas persistem desafios em três medicamentos críticos.

Situação atual do fornecimento de medicamentos oncológicos no México

Em resposta às mobilizações organizadas por pacientes oncológicos e seus familiares devido à escassez de medicamentos essenciais, a Presidente Claudia Sheinbaum informou durante sua conferência matinal que o governo federal conseguiu adquirir 96% dos medicamentos oncológicos necessários. No entanto, reconheceu dificuldades no fornecimento de três medicamentos específicos, atribuindo o problema a limitações na cadeia produtiva e não a falhas nos processos licitatórios.

Detalhes sobre distribuição e reservas estratégicas

Sheinbaum enfatizou a existência de uma reserva estratégica de medicamentos especializados, destinada a agilizar a entrega a pacientes em situações críticas. “Implementamos um esquema de distribuição adicional para garantir que os suprimentos cheguem até às comunidades mais remotas”, declarou. Este sistema, atualmente em fase de implementação, procura corrigir disparidades geográficas no acesso aos tratamentos.

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De acordo com dados fornecidos pela administração, o esquema de compras centralizadas permitiu otimizar os recursos, embora persistam gargalos em medicamentos altamente especializados. O presidente ressaltou que a transparência na gestão tem sido uma prioridade: “Desde o início desta gestão, relatamos com clareza os avanços e os desafios”.

Análise dos desafios pendentes

Apesar do progresso, a falta de três medicamentos essenciais revela vulnerabilidades estruturais. Especialistas em logística farmacêutica apontam que esses casos podem estar relacionados à dependência de fornecedores únicos ou de regulamentações internacionais. Um relatório de 2024 da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou sobre os riscos nas cadeias globais de abastecimento de terapias contra o câncer, especialmente em países com sistemas de saúde fragmentados.

A criação de uma equipe de fornecimento permanente, mencionada por Sheinbaum, responde a este problema. No entanto, organizações civis como a Con Ganas de Vivir exigem prazos específicos para normalizar o fornecimento e auditorias independentes para validar os números oficiais.

Impacto nos pacientes e próximos passos

Embora o governo garanta que 96% das compras cubram a procura primária, as famílias afetadas relatam interrupções nos tratamentos. Dados de hospitais públicos mostram que 78% das reclamações de desabastecimento correspondem aos três medicamentos não adquiridos, todos utilizados em cânceres hematológicos e metastáticos.

O novo modelo de distribuição, que incluirá tecnologia de rastreabilidade, visa reduzir esses casos. “Estamos priorizando municípios com menor cobertura médica”, explicou um funcionário do Ministério da Saúde sob condição de anonimato.

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Tramadol só com receita desde julho

Cofepris reclassifica analgésico opioide para prevenir dependência.

A partir de 14 de julho, o tramadol só será vendido mediante prescrição médica que inclua a licença profissional do médico assistente. A Comissão Federal de Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris) aprovou esta reclassificação com caráter preventivo.

“Esta medida foi implementada com uma abordagem preventiva contra o consumo inadequado deste medicamento opioide, devido ao seu potencial de dependência”, indicou a agência.

O que muda com o novo regulamento?

As farmácias devem selar as receitas, anotar a data e a quantidade abastecida. Registre também cada operação imediatamente nos livros de controle correspondentes. O objetivo é coibir o uso não supervisionado e prevenir a dependência.

Alternativas ao Tramadol

Cofepris destacou que para dores leves a moderadas existem outras opções: ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco e paracetamol. Para dor neuropática, podem ser usados ​​antidepressivos como duloxetina e amitriptilina, ou anticonvulsivantes como gabapentina e pregabalina.

A medida busca equilibrar o acesso ao alívio da dor com a prevenção de riscos à saúde. O tramadol é um opioide com potencial para abuso e sua venda controlada visa reduzir o uso indevido.

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Sheinbaum anuncia mais de 4 bilhões de pesos para comunidades p’urhépecha

O governo federal destina mais de 4 bilhões de pesos em saúde, educação e estradas para Cherán e região.

Investimento histórico da assembleia comunitária

A Presidente Claudia Sheinbaum visitou Cherán, Michoacán, para apresentar o balanço do Plano de Justiça do Povo P’urhépecha. Um ano e dois meses após o seu início, o governo federal informa um investimento de mais de 4 bilhões de pesos.

Sheinbaum enfatizou que as decisões não são tomadas em mesas, mas em assembleias comunitárias. Os próprios habitantes definem as prioridades.

“Este esquema não é definido a partir de gabinetes burocráticos, mas através de assembleias comunitárias diretas”, afirmou o presidente.

Os novos compromissos incluem:

  • Modernização do Hospital Cherán com sala de hemodiálise.
  • Reabilitação da Unidade Desportiva local.
  • Abertura dos cursos de Medicina e Enfermagem.
  • Fortalecimento dos negócios comunitários.
  • Reunião no CDMX com uma comissão indígena para criar um centro de videovigilância C2.

Detalhes dos recursos e seu impacto

Adelfo Regino Montes, diretor do INPI, explicou que o orçamento está distribuído da seguinte forma:

  • Construção de 27 estradas artesanais (485 milhões de pesos).
  • Refeitórios escolares para crianças indígenas.
  • 21 casas comunitárias de línguas indígenas.

Também foi instalado um quartel da Guarda Nacional, entregues 27 mil fogões a lenha eficientes e concedidos créditos para artesãos.

Sheinbaum lembrou que, graças às reformas constitucionais, as comunidades indígenas são sujeitos de direito público. O Fundo de Contribuição para a Infraestrutura Social dos Povos Indígenas e Afro-mexicanos totalizou 13.500 milhões de pesos este ano.

O Governador Alfredo Ramírez Bedolla e o Conselho Maior de Cherán concordaram sobre a importância do respeito institucional para manter a autodeterminação e o modelo autônomo de governo indígena.

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Gilda Lozoya acusa motivação política em sua prisão

A irmã de Emilio Lozoya descreve a sua prisão como um acto político para pressionar o seu irmão.

Gilda Susana Lozoya Austin, irmã do ex-diretor da Pemex Emilio Lozoya, foi detida no Aeroporto Internacional da Cidade do México ao retornar da Europa. Durante a audiência inicial, ele classificou sua prisão como uma questão política.

Diante da juíza de controle Nora Ileana García Peralta, do Centro Federal de Justiça Criminal do Presídio Norte, a mulher declarou:

“Acredito que este é um caso político, onde minha mãe, minha cunhada e eu, ou seja, as mulheres da minha família, temos sido usadas para pressionar meu irmão.”

Declarações na audiência

Vestida com blusa e jaqueta, Lozoya Austin explicou que deixou o país por uma semana para cuidar de um assunto de família. “E voltei porque a minha família está aqui e estou aqui com o desejo de cooperar”, disse ele. Acrescentou que ao deixar o país não foi notificado do mandado de prisão e reiterou: “Estou aqui para cooperar”.

Ao final da audiência, não foi informado o local para onde ela seria transferida para custódia enquanto sua situação jurídica fosse resolvida.

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