Produção de petróleo em declínio
Carlos Slim destacou que um dos principais desafios do México é a redução da produção de petróleo e da situação financeira da Pemex. Durante conferência, ele lembrou que nos governos anteriores a extração atingiu níveis históricos.
Segundo o empresário, com Adolfo López Mateos foram produzidos 290 mil barris por dia; com Díaz Ordaz, 370 mil; com Echeverría, 570 mil; e com López Portillo, 1,8 milhão. Nas administrações subsequentes, o valor variou entre 2,5 e 2,9 milhões de barris por dia.
Em contrapartida, o México extrai actualmente entre 1,5 e 1,6 milhões de barris por dia, um nível que Slim descreveu como insuficiente em comparação com o potencial do sector.
As perspectivas financeiras da Pemex
Slim afirmou que a Pemex deve concentrar-se no aumento da sua produção e na redução do peso da sua estrutura de custos, dívida e passivos. A baixa extração, explicou, é um dos fatores que explicam as dificuldades financeiras da estatal.
Sublinhou ainda a necessidade de reforçar a refinação e garantir o fornecimento de gás natural, tanto para a produção de electricidade como para a indústria petroquímica.
No contexto do conflito no Médio Oriente e da subida dos preços internacionais do petróleo bruto, Slim indicou que o principal beneficiário são os Estados Unidos, que produzem perto de 14 milhões de barris por dia e exportam gasóleo e combustíveis refinados.




