As notícias que chegam atrasadas, como sempre
Em San Nicolás Huajuapan, município de Huehuetlán el Grande, Puebla, encontraram o que ninguém quer encontrar. Seis pessoas. Quatro homens e duas mulheres. Amordaçado, com claros sinais de agressão e tiros. O modus operandi clássico que já não surpreende.
A denúncia foi feita por moradores da região; Porém, devido à falta de cobertura telefônica na área, a notificação às autoridades municipais sofreu um atraso considerável.
Claro. Nas áreas onde a presença do Estado é mais necessária, a primeira coisa que falta é a comunicação. As pessoas viram, mas não puderam ligar. Um detalhe técnico que se torna uma violação da impunidade.
Chegaram a polícia municipal e o Ministério Público. Eles coletaram “evidências balísticas” e iniciaram os “processos correspondentes”. A linguagem oficial sempre soa como procedimentos, não como justiça. Abriram uma pasta de pesquisa, outro arquivo para a pilha.
A comunidade está preocupada, exigindo segurança. De quem eles exigem isso? Às mesmas autoridades que chegaram depois do acontecimento, a quem permite o isolamento de locais inteiros. A indignação é compreensível, mas a memória é curta: isto já aconteceu antes e acontecerá novamente.
Enquanto isso, seis famílias aguardam respostas que provavelmente nunca virão. O ciclo se repete: horror, recados, promessas… e esquecimento.




