O caso de Lorenzo Salgado Araújo
A morte do mexicano Lorenzo Salgado Araujo, 52 anos, em 7 de julho em Houston, após ser baleado por um agente do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE), gerou choque na comunidade hispânica.
A Liga dos Cidadãos Latino-Americanos Unidos (LULAC) lançou uma campanha GoFundMe para apoiar a família. Até esta quinta-feira, foram arrecadados 242.109 dólares (4,2 milhões de pesos) de uma meta de 350 mil. Entre os doadores destaca-se o activista Carlos Eduardo Espina.
“Lorenzo foi tirado daqueles que mais o amavam. Ele era marido, pai de três filhos, dono de um pequeno negócio e a alma de sua família”, afirma a campanha.
Os fundos irão para despesas funerárias e legais e necessidades diárias da esposa e dos filhos.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirma que Salgado tentou fugir e bateu com seu veículo em um agente, que atirou em legítima defesa. No entanto, a família e os ativistas exigem uma investigação independente. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o ICE perseguindo o caminhão, não o mexicano atacante.
LULAC relembrou o caso de Renee Good, onde versão semelhante foi desmentida por vídeos.
Centenas de pessoas protestaram na quarta-feira no bairro Magnolia Park. César Espinosa, da FIEL Houston, declarou:
“Este é o lugar onde Lorenzo deu seu último suspiro. Se eles vierem atrás de um de nós, eles virão atrás de todos nós.”
A ativista Conchita Reyes, em nome da família, disse:
“Meu pai foi baleado e sangrou até a morte. Ele não merecia morrer. Ele merecia voltar para casa, para sua esposa.”
A organização exige que o nome de Lorenzo Salgado seja repetido e que os factos sejam esclarecidos.




