Ataques dos EUA e do Irão ameaçam cessar-fogo no Médio Oriente

Novos ataques aéreos dos EUA contra o Irão e a retaliação iraniana colocam em risco a trégua na região.

Novos ataques e represálias

Na manhã de quinta-feira, os Estados Unidos lançaram novos ataques aéreos contra o Irã. Em resposta, Teerã atacou os países do Golfo Pérsico aliados de Washington. A escalada põe em risco um acordo provisório que procurava pôr fim à guerra na região.

Sirenes de alerta soaram pelo menos três vezes no Bahrein, quartel-general da Quinta Frota dos EUA. Mísseis também atingiram o Kuwait e o Catar. Mais tarde, a Jordânia, onde os EUA têm tropas e aviões, também deu o alarme.

RelacionadoIrã ataca bases dos EUA no Golfo após ofensiva israelense

Reação iraniana e vítimas

Uma autoridade iraniana acusou Washington de atacar a área ao redor da única usina nuclear do país. Durante a tarde, mais explosões foram relatadas em outras áreas.

Segundo o Ministério da Saúde do Irão, os dois dias de bombardeamentos deixaram pelo menos 14 mortos e 78 feridos. A maioria pertencia às forças armadas.

No Kuwait, uma pessoa ficou ferida por destroços quando as defesas aéreas derrubaram três mísseis balísticos, um míssil de cruzeiro e 10 drones. O Bahrein informou que interceptou disparos, sem mais detalhes. A Jordânia, através do seu porta-voz Mohammad al-Momani, confirmou que todo o fogo iraniano foi interceptado.

A televisão estatal iraniana informou que a Guarda Revolucionária disparou mísseis contra uma base dos EUA na Jordânia. Até o momento não há relatos de danos no Catar.

As ações ocorrem horas depois de o presidente Donald Trump alertar que os ataques iranianos a navios no Estreito de Ormuz significariam o fim do frágil cessar-fogo. Ele ameaçou agravar o conflito se os ataques não parassem. A comunidade internacional teme que a região caia novamente numa guerra múltipla, o que poderá bloquear o transporte de energia através do estreito, vital para a economia global.

Irlandês condenado a 14 anos pela morte de turista em Budapeste

Um turista irlandês pode pegar 14 anos de prisão por homicídio em Budapeste.

Um tribunal de Budapeste condenou um cidadão irlandês a 14 anos de prisão pela morte de um turista americano. A vítima, Mackenzie Michalski, 31 anos, de Portland, Oregon, desapareceu em 5 de novembro depois de ser vista pela última vez em uma boate.

A polícia revisou as imagens de segurança e observou Michalski com um homem em vários clubes naquela noite. O suspeito, identificado como L.T.M. e 37 anos, foi preso no dia 7 de novembro e confessou o homicídio.

Segundo as autoridades, os dois se conheceram em uma boate, dançaram e depois foram para o apartamento do homem. Durante um encontro íntimo, o sujeito bateu e sufocou a vítima. Posteriormente, tentou esconder o crime: limpou o local, escondeu o corpo num armário, colocou-o numa mala e alugou um carro para transportá-lo até ao Lago Balaton, a 150 quilómetros de Budapeste, onde o abandonou numa zona arborizada.

O Tribunal Metropolitano de Budapeste considerou-o culpado de homicídio e sentenciou-o a 14 anos sem liberdade condicional. O tempo de prisão preventiva será descontado da pena. Além disso, ele deve pagar 2,5 milhões de forints (quase US$ 8 mil) em custas judiciais. Seu advogado recorreu do veredicto.

A polícia revelou que o homem realizou pesquisas na Internet sobre como se desfazer de um corpo, procedimentos policiais e se porcos ou javalis consomem restos humanos. Um vídeo mostrou o sujeito conduzindo autoridades até o local onde deixou o corpo.

Após cumprir a pena, ele será deportado da Hungria.

Continuar lendo

Ucrânia poderá fabricar sistemas antiaéreos Patriot

Os Estados Unidos partilham tecnologia militar essencial com Kiev para enfrentar os ataques russos.

Anúncio na cimeira da NATO

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o seu governo concederá à Ucrânia uma licença para fabricar sistemas de defesa aérea Patriot. A afirmação foi feita durante uma reunião com Volodymyr Zelenskyy na cimeira da NATO em Ancara, na Turquia.

Trump afirmou que Washington compartilhará a tecnologia necessária para a produção local destes sistemas, fundamentais para a interceptação de mísseis e drones. Zelenskyy solicitou durante meses mais baterias Patriot e a possibilidade de montá-las em território ucraniano, dada a crescente intensidade dos ataques russos contra cidades e infraestruturas estratégicas.

O tom da reunião marcou um contraste com as reuniões anteriores. Trump elogiou a liderança de Zelenskyy e disse que eles construíram um bom relacionamento. Ele também expressou confiança de que um acordo para acabar com a guerra poderia estar próximo. Anunciou também que a sua administração está a preparar um novo pacote de segurança para fortalecer as capacidades defensivas de Kiev.

Durante a cimeira, Trump criticou alguns aliados da NATO por rejeitarem a sua intenção de os Estados Unidos controlarem a Gronelândia e por não apoiarem totalmente a ofensiva militar contra o Irão. Insistiu que a Europa deve aumentar os seus gastos com defesa e assumir maior responsabilidade, à medida que Washington revê a sua presença militar no continente.

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, apoiou os ataques dos EUA ao Irão e destacou o aumento dos gastos militares entre os aliados. Zelenskyy, por sua vez, reiterou o seu apelo à admissão da Ucrânia na aliança atlântica. Ele sustentou que a experiência das suas forças armadas fortaleceria a segurança colectiva contra a ameaça russa.

Continuar lendo

Trump concede licença à Ucrânia para fabricar Patriot

Os EUA compartilharão tecnologia para a Ucrânia fabricar mísseis Patriot. O anúncio foi feito na cimeira da NATO.

Um impulso fundamental para a defesa ucraniana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta quarta-feira que o seu governo vai conceder à Ucrânia uma licença para fabricar sistemas de defesa aérea Patriot. A medida é vista como um avanço significativo para Kiev no conflito contra a Rússia.

O anúncio ocorreu durante uma reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, na cimeira da NATO em Ancara, na Turquia.

Trump afirmou que Washington partilhará a tecnologia necessária para produzir estes sistemas, altamente valorizados pela sua capacidade de interceptar mísseis e drones. Durante anos, Zelenskyy solicitou mais baterias Patriot e a possibilidade de fabricá-las localmente, face à crescente intensidade das ofensivas russas contra cidades e infra-estruturas estratégicas.

Mudança de tom entre os dois líderes

A reunião mostrou uma mudança em relação às reuniões anteriores. Trump elogiou a liderança de Zelenskyy e disse que os dois construíram um bom relacionamento. Ele também expressou confiança de que um acordo para acabar com a guerra poderia estar próximo. Anunciou que Washington está a preparar um novo pacote de segurança para fortalecer as capacidades defensivas da Ucrânia.

Durante a cimeira, Trump criticou alguns aliados da NATO por rejeitarem a sua intenção de os Estados Unidos controlarem a Gronelândia e por não apoiarem totalmente a recente ofensiva militar contra o Irão. Insistiu que a Europa deve assumir maior responsabilidade pela sua própria defesa e aumentar os gastos militares, enquanto Washington revê a sua presença no continente.

Por seu lado, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, apoiou os ataques dos EUA contra o Irão e destacou o aumento dos gastos com defesa por parte dos aliados. Zelenskyy reiterou o seu apelo à admissão da Ucrânia na aliança atlântica, argumentando que a experiência das suas forças armadas fortaleceria a segurança colectiva face à ameaça russa.

Continuar lendo