Um impulso fundamental para a defesa ucraniana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta quarta-feira que o seu governo vai conceder à Ucrânia uma licença para fabricar sistemas de defesa aérea Patriot. A medida é vista como um avanço significativo para Kiev no conflito contra a Rússia.
O anúncio ocorreu durante uma reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, na cimeira da NATO em Ancara, na Turquia.
Trump afirmou que Washington partilhará a tecnologia necessária para produzir estes sistemas, altamente valorizados pela sua capacidade de interceptar mísseis e drones. Durante anos, Zelenskyy solicitou mais baterias Patriot e a possibilidade de fabricá-las localmente, face à crescente intensidade das ofensivas russas contra cidades e infra-estruturas estratégicas.
Mudança de tom entre os dois líderes
A reunião mostrou uma mudança em relação às reuniões anteriores. Trump elogiou a liderança de Zelenskyy e disse que os dois construíram um bom relacionamento. Ele também expressou confiança de que um acordo para acabar com a guerra poderia estar próximo. Anunciou que Washington está a preparar um novo pacote de segurança para fortalecer as capacidades defensivas da Ucrânia.
Durante a cimeira, Trump criticou alguns aliados da NATO por rejeitarem a sua intenção de os Estados Unidos controlarem a Gronelândia e por não apoiarem totalmente a recente ofensiva militar contra o Irão. Insistiu que a Europa deve assumir maior responsabilidade pela sua própria defesa e aumentar os gastos militares, enquanto Washington revê a sua presença no continente.
Por seu lado, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, apoiou os ataques dos EUA contra o Irão e destacou o aumento dos gastos com defesa por parte dos aliados. Zelenskyy reiterou o seu apelo à admissão da Ucrânia na aliança atlântica, argumentando que a experiência das suas forças armadas fortaleceria a segurança colectiva face à ameaça russa.




