Conflito em escola de Oaxaca desencadeia agressão com arma de fogo

Um dia escolar tornou-se um cenário de terror quando a discórdia interna se transformou em ameaças mortais no campus.

O dia em que a paz escolar estourou na Mixteca

No coração palpitante da Mixteca de Oaxaca, uma tempestade de violência inconcebível foi desencadeada em um santuário que deveria ser sagrado: uma escola. O município de Huajuapan de León testemunhou um episódio que abalará por muito tempo os alicerces da comunidade educativa. Membros da lendária e combativa Seção 22 do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Educação (SNTE) levantaram suas vozes para denunciar uma agressão brutal e premeditada, um ato de barbárie perpetrado por ninguém menos que organizações de motoristas de táxi contra professores indefesos.

O objetivo deste ataque covarde foi o Centro de Trabalho Sindical 188, da Escola Secundária Geral de Trabalhadores “Ricardo Flores Magón”. Um lugar destinado ao conhecimento e ao crescimento, manchado pela irracionalidade e pelo ódio. A comissão executiva seccional, num esforço pacífico para resolver um problema interno, viu-se subitamente sitiada, surpreendida por uma vil emboscada levada a cabo por pessoas externas à instituição. Um ato inaceitável que ofusca qualquer possibilidade de diálogo e construção coletiva.

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O momento do terror: uma arma apontada para a educação

A tensão, já palpável, atingiu um clímax assustador quando um sujeito, ainda não identificado, ultrapassou a linha mais vermelha que existe. Em plena apresentação do novo diretor para o início do ano letivo 2023-2024, perante o olhar horrorizado de mães e pais, o indivíduo sacou uma arma de fogo. Ele apontou, com uma frieza arrepiante, para os professores e pais presentes. Um vídeo que circula como fogo nas redes sociais captura este momento de pânico para a eternidade: um homem de camisa vermelha, brandindo o metal mortal, discutindo ferozmente fora da instituição educacional.

Mas este não foi um ato espontâneo de loucura. Não. A denúncia aponta a culpa para um grupo de choque, uma facção diretamente ligada às obscuras organizações de motoristas de táxi que operam no município. A Secção 22 não só condena, mas responsabiliza directa e exigentemente os secretários-gerais e os representantes legais destes sindicatos. Exige que investiguem imediatamente o porte ilegal de armas de fogo por seus membros e sua participação nesses atos de vandalismo, sem as revisões pertinentes em suas unidades e afiliadas.

O dedo acusador aponta nomes próprios, transformando o drama em uma tragédia pessoal. A responsabilidade direta recai sobre Romualdo González Suárez, que permanece no cargo de supervisor, sobre Víctor Hugo Oropeza López e, de forma estrondosa, sobre Juana Delfina Osorio Mata, que se autodenomina presidente do comitê de pais. A trama torna-se inacreditavelmente complicada, onde os líderes que deveriam garantir a segurança tornam-se suspeitos de alimentar o conflito.

Um cenário de caos e bloqueios

Este episódio violento nada mais é do que o lampejo final de uma guerra subterrânea que já dura semanas. O conflito, segundo a própria Juana Delfina Osorio, é uma teia emaranhada de poder, divergências e recursos. Tudo explodiu com a nomeação de um novo comitê de pais que não aceita a autoridade do novo diretor. A faísca que acendeu o pavio da discórdia.

A tensão já havia aumentado a tal ponto que o comitê de pais bloqueou a rodovia federal 190, a importante artéria de comunicação Huajuapan-Oaxaca, no desvio para Tezoatlán de Segura e Luna. Uma medida desesperada para exigir o cumprimento do acordado com o Instituto Estadual de Educação Pública de Oaxaca (IEEPO). As diferenças internas são profundas e multifacetadas: uma batalha campal pelo estacionamento, uma disputa pela cerca perimetral cuja construção foi conduzida de forma opaca, e a controversa gestão dos fundos de registo, que levou os pais a exigirem uma auditoria urgente às autoridades estatais.

O artigo 22 clama aos céus, exige que as autoridades competentes garantam imediatamente a integridade física de todo o funcionário da escola, das mães, dos pais e de cada alma que estava naquele pátio da escola, acreditando que estavam seguros. O chamado é um grito doloroso que deve cruzar fronteiras. A educação em Oaxaca, no México, não pode ser construída com base no medo e na intimidação. Esta não é apenas uma disputa laboral; É uma luta pela própria alma da comunidade educativa.

Esta história não pode ser esquecida! Compartilhe esta história para que o eco do que aconteceu em Huajuapan de León percorra as redes sociais e evite que outra tragédia como esta aconteça novamente. Explore mais conteúdos relacionados à defesa da educação pública e da justiça social.

Seis policiais de Tabasco enfrentam acusações de sequestro e extorsão

Elementos do PEC foram presos após investigações de crimes graves em Tabasco.

Operação anticorrupção em Tabasco

A Procuradoria-Geral da República cumpriu mandados de prisão contra seis integrantes da Polícia Rodoviária Estadual (PEC) de Tabasco. Eles são acusados ​​de sua suposta participação em sequestros e extorsões.

Os detidos, atribuídos à Secretaria de Segurança e Proteção ao Cidadão de Tabasco, foram identificados como Carmen N., Rubén N., Carlos Mario N., Edi N., Francisco Javier N. e Joan Darío N. A captura ocorreu nas próprias instalações da corporação.

A operação contou com a participação da Força de Reação Tática Interinstitucional Olmeca (FIRT). Após a prisão, os seis foram colocados à disposição de um juiz, que definirá a situação jurídica deles.

A FGR informou que estes resultados provêm da troca de informações e da coordenação operacional entre as autoridades que compõem a FIRT Olmeca. Ele ressaltou que a ação foi realizada de acordo com a legalidade e o respeito aos direitos humanos.

Este caso ocorre num contexto em que os cidadãos de Tabasco apresentaram múltiplas queixas contra agentes da polícia por alegados abusos. Entre as denúncias recorrentes estão abuso de autoridade, detenções ilegais, fabricação de crimes, extorsão e homicídio.

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Sheinbaum: cada arma entregue é uma vida salva

Sheinbaum defende o programa de desarmamento voluntário como ferramenta pacificadora.

Resultados do programa Sim ao Desarmamento

A Presidente Claudia Sheinbaum descreveu como “bem sucedido” o programa “Sim ao Desarmamento, Sim à Paz”, que promove a entrega voluntária de armas de fogo em troca de apoio financeiro. Na sua conferência matinal, garantiu que cada arma retirada de circulação representa uma vida que pode ser salva.

“Tem tido muito sucesso e também tudo o que fazemos para desarmar pacificamente é salvar uma vida. É remover um instrumento que pode causar a morte. É pacificador”, disse ele.

Sheinbaum informou que nesta quinta-feira conduzirá um dia do programa no átrio da Basílica de Guadalupe, onde começou no ano passado. Destacou a colaboração da Igreja Católica, que proporciona espaços de confiança para a população entregar as armas.

Por ocasião do Dia Internacional da Destruição de Armas de Fogo, a Secretaria de Defesa Nacional apresentará um balanço do programa, bem como um relatório sobre as armas apreendidas e sua posterior destruição. O presidente sublinhou que o desarmamento voluntário contribui para a pacificação do país, uma vez que as famílias podem entregar armas anonimamente, sem investigação, e receber em troca apoio financeiro.

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Mais de 12 mil refugiados acessam contas bancárias no México

O Banorte e o ACNUR facilitam a inclusão financeira dos refugiados no México.

Mais de 12 mil refugiados com autorização de residência legal no México conseguiram abrir uma conta bancária, um passo fundamental para a sua integração no emprego formal. A iniciativa, promovida pelo Banorte em aliança com a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR), teve início em 2022.

Felipe Medina, diretor executivo de Captação do Banorte, destacou que o principal entrave foi a falta de acesso a uma conta para depósito da folha de pagamento. Embora a regulamentação permita a abertura de contas com CURP e documentos de imigração, na prática muitas agências não reconheciam esta documentação.

“Havia pessoas que já queriam trabalhar, ingressar em empregos formais e não encontravam uma conta que lhes permitisse receber seus recursos”, explicou Medina.

O banco desenhou um processo de abertura digital em cerca de cinco minutos, com arquivo simplificado. Os refugiados podem receber depósitos salariais, fazer transferências e usar cartão de débito digital. O cartão físico é então obtido em estabelecimentos comerciais, sem necessidade de deslocamento até uma agência.

O Banorte também colaborou com empresas que contratam refugiados – como FEMSA, Mabe, LEGO e Alpura – para agilizar a abertura de contas durante a incorporação ao emprego. As equipas de recursos humanos receberam formação especializada.

O sector bancário permitiu a plena integração na economia formal. As contas deste segmento registram depósitos mensais entre 2.000 e 14.000 pesos, saldo médio de 1.900 pesos e cerca de seis transações digitais por mês. As empresas reportam uma menor rotatividade de pessoal e uma maior produtividade entre os trabalhadores refugiados, muitos deles com experiência profissional ou estudos especializados.

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