Uma mudança dramática para a Pemex: menos dívida e mais petróleo
Víctor Rodríguez Padilla, diretor da Pemex, subiu ao palco esta manhã com um roteiro que poucos esperavam. Na conferência da presidente Claudia Sheinbaum, ela anunciou que a estatal está realizando uma recuperação financeira significativa.
“Pela primeira vez em 11 anos, a classificação de crédito da Petróleos Mexicanos melhorou”, declarou Rodríguez Padilla, destacando que isso reflete credibilidade e confiança nas ações tomadas.
O número que faz você pular da cadeira: a obrigação financeira foi reduzida em 20%, o que significa mais de 20 bilhões de dólares a menos. Além disso, os pagamentos a fornecedores foram próximos de 400 bilhões de pesos, um movimento fundamental para reativar as cadeias de produção.
Não são apenas números, é petróleo de verdade
Ao falar de balanços, Rodríguez Padilla não esquece o coração do negócio: o petróleo bruto. Aí vem o épico.
Alcançamos o maior processamento de petróleo bruto da história”, afirmou, detalhando que são processados 1,5 milhão de barris por dia. As refinarias de Tula e Dos Bocas são protagonistas, processando 280 mil e 320 mil barris por dia respectivamente.
Mas não é apenas quantidade. A qualidade também dispara. “Temos refinação de alto valor… os lucros por barril estão aumentando”, explicou. São produzidos gasolina e diesel mais valiosos e menos subprodutos residuais. A margem de refinação ronda os 12 dólares por barril.
A produção nacional aumentou mais de 122 mil barris por dia. E há um ator secundário que cresce em ritmo acelerado: a produção de fertilizantes aumentou 22%.
Sheinbaum: “Isto é soberania energética”
A presidente Claudia Sheinbaum pegou o microfone para ligar os pontos entre esses números e um projeto maior. Para ela, isso vai além de finanças saudáveis.
“O processamento de petróleo no México é essencial. Antes a gasolina era importada, hoje ela é produzida”, afirmou enérgico.
Ele criticou a velha estratégia que priorizava a exportação de petróleo bruto e depois a importação de combustíveis caros. Hoje, com oito refinarias em funcionamento – incluindo Dos Bocas e Deer Park – o argumento muda. “Fortalece a soberania energética”, afirmou.
Sheinbaum pintou este momento como o fim de uma longa temporada em que tentaram desmantelar a Pemex. Agora, diz ele, é uma empresa pública integrada e eficiente.
“Quanto mais integrado for, mais eficiente e mais ao serviço das pessoas”, concluiu.
A mensagem final é clara: depois de anos a ser a vilã do drama económico nacional, a Pemex está a tentar regressar. Os mercados estão aplaudindo – a classificação de crédito melhorou – mas o verdadeiro público, o povo mexicano, está à espera para ver se esta nova lei se traduz em preços justos e energia fiável.




