O grande teste de segurança para a Copa do Mundo já começou
Enquanto o país sonha com gols e comemorações, as equipes de segurança trabalham 24 horas por dia. Uma delegação mexicana de alto nível acaba de regressar de Washington D.C., onde se reuniu com os seus homólogos dos Estados Unidos e do Canadá. O objetivo: projetar a operação de proteção mais complexa que a América do Norte já viu.
“A reunião permitirá compilar as lições aprendidas pelo México, pelos Estados Unidos e pelo Canadá na organização conjunta”, disse o Itamaraty.
Durante dois dias intensos, especialistas em eventos de massa analisaram quadros nacionais, identificaram desafios comuns e reforçaram os mecanismos de troca de informações. Não se trata apenas de evitar incidentes durante os jogos. É uma questão de diplomacia desportiva e de imagem do país no cenário global.
Coordenação ou caos
A lista de participantes revela a gravidade do assunto. Estiveram presentes desde adidos militares da OEA até coordenadores do temido C5 de Nuevo León. Cada nome representa uma engrenagem crucial na maquinaria que deve funcionar perfeitamente.
Alejandro Encinas, nosso representante na OEA, deixou a mensagem clara: “O México está preparado e pronto para receber o mundo”. Mas por trás dessa confiança há meses de planejamento com a FIFA e parceiros norte-americanos.
O que se joga aqui vai além do futebol. É um teste decisivo à nossa capacidade logística, à nossa cooperação internacional e à nossa reputação como anfitrião confiável. O jogo mais importante poderia ser disputado fora de campo.




