Fim do protesto, não da luta
Esta quarta-feira, grupos de pessoas trans e não binárias realizaram uma manifestação que realizaram durante 21 dias em frente ao Ministério do Interior (Segob). A decisão veio depois de as autoridades se terem comprometido a realizar uma nova reunião para abordar as suas reivindicações em matéria de saúde, educação, habitação e direitos humanos.
O protesto se intensificou depois que uma reunião anterior com autoridades federais foi cancelada. Naquele dia, integrantes pintaram e danificaram o mobiliário urbano do Centro Histórico. Houve confrontos com elementos de segurança.
Após os acontecimentos, a Segob ofereceu uma nova mesa de diálogo para o dia 16 de julho. O agendamento será na Secretaria da Mulher. Estarão presentes o Subsecretário do Interior, Arturo Medina Padilla; o Secretário de Governo da Cidade do México, César Cravioto; e representantes da CNDH.
Os grupos explicaram que a retirada do protesto era uma condição para a realização da reunião. Mas alertaram que o movimento continua. “Nós levantamos o protesto, não a luta”, disseram eles.
Entre as suas principais reivindicações estão a garantia de acesso à habitação para mulheres trans vulneráveis, a melhoria dos cuidados de saúde e da educação e a proteção dos seus direitos. Insistiram em que procurassem acordos formais e mantivessem aberto o caminho do diálogo.




