Um grupo de pessoas trans e não binárias realizou nesta sexta-feira um dia de protesto dentro do Ministério do Interior (Segob) para pressionar por um encontro com sua chefe, Rosa Icela Rodríguez. Desde quinta-feira, eles permanecem em uma sala da agência, no bairro Juárez, prefeitura de Cuauhtémoc, Cidade do México.
Eles exigem avanços concretos: uma reforma dos artigos 1º e 73 da Constituição, uma Lei Trans Integral e políticas públicas em diversos órgãos. A ativista Victoria Sámano explicou ao EL UNIVERSAL que a recomendação 42-2024 da CNDH “foi cumprida pela metade”.
“São apenas mesas de simulação, mesas para nos desgastar e nem sequer foram seguidas”, denunciou.
No âmbito do protesto, realizaram um “sonidero dissidente” com o colectivo SoniTrans, onde vários casais dançaram para tornar visíveis os seus direitos. Eles também pediram arrecadação de alimentos, pilhas, cobertores e presença.
O protesto coincide com outra manifestação da CNTE. Sámano destacou que já conversaram com os professores e criticou a “omissão” do governo com diferentes grupos sociais: professores, mães procuradoras e pessoas trans.
“Não se trata de um único grupo, mas da deficiência e omissão deste governo”, afirmou.
Diante da recusa inicial da Segob em agendar uma reunião direta com o secretário, os manifestantes alertaram que não se retirarão até conseguirem uma. “Vamos ficar aqui até que nos marquem uma reunião!” eles concluíram.




