O 4T e a CNTE: um diálogo de surdos com café barato
Ah, o clássico “Eu ouço, mas não tanto” do governo federal. Após cinco horas de reunião (o suficiente para assistir a trilogia inteira do Poderoso Chefão, mas com menos cenas), Segob serviu à CNTE um menu de soluções leves: congelar a idade de aposentadoria, criar comissões interdisciplinares (leia-se: mais burocracia) e desaparecer a USICAMM (que ninguém sabia o que era até protestarem). Tudo menos o que os professores pedem: jogue fora a Lei ISSSTE de 2007. Paliativo? Sim. Mudança de verdade? Não.
“Não é um não, é um ‘veremos'”
A professora Yenni Pérez, líder da Seção 22, resumiu com a elegância de quem sabe que está recebendo um atole com o dedo: “Só nos dão migalhas para os trabalhadores que merecem uma aposentadoria digna”. Tradução milenar: “Eles nos oferecem um meme em vez de um salário”. E enquanto isso, as bases da CNTE deliberam em assembleias noturnas (porque nada se decide durante o dia, como os vampiros, mas com faixas).
O irônico: o governo não promete nenhuma represália contra os professores mobilizados. Generosidade ou medo de que o Zócalo seja novamente bloqueado pouco antes das eleições? *pisca, pisca*. É claro que o decreto para congelar a idade de aposentadoria soa como uma oferta da Black Friday: “Aceite hoje, pague depois! (ou nunca).”
E aqui está o detalhe que ninguém menciona: se a CNTE aceitar, será um triunfo de Pirro? Porque, sejamos honestos, congelar não é derreter o problema subjacente. Mas de qualquer forma, a bola está do lado deles. Ou, como diria um tweeter: “Deixe a assembleia decidir, só vim para o café.”.
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PS: Se você entendeu a referência do Poderoso Chefão, parabéns, você tem mais cultura que o algoritmo TikTok.




