CNTE anuncia medidas de pressão contra a reforma do ISSSTE
Cidade do México. Apesar do recente decreto presidencial que congela a idade da aposentadoria, a Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) anunciou a organização de uma paralisação do trabalho por tempo indeterminado. Este movimento procura exigir a revogação total da reforma do Instituto de Segurança e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado (ISSSTE) de 2007, bem como a eliminação dos requisitos de idade mínima para a reforma.
Críticas ao decreto e principais reivindicações
Em comunicado oficial, a CNTE destacou que o congelamento da idade de aposentadoria não resolve o problema subjacente: “Não basta manter a idade atual sem eliminar a tabela progressiva. Exigimos a revogação total da lei de 2007.” Além disso, rejeitaram o uso da Unidade de Medição e Atualização (UMA) e do sistema Afores, argumentando que beneficia as entidades financeiras em detrimento dos trabalhadores.
A organização também criticou o papel dos Administradores de Fundos de Aposentadoria (Afores), denunciando que eles obtêm lucros milionários enquanto os aposentados recebem remunerações insuficientes. Segundo dados da CNTE, o Fundo de Pensões do Bem-Estar concedeu apenas 335 apoios, longe de cobrir necessidades reais.
Ações coletivas e contexto político
A Coordenadora, juntamente com outros sindicatos e organizações sociais, realizou o segundo Fórum Nacional de Defesa dos Direitos Trabalhistas na capital mexicana. Este espaço reuniu representantes de vários setores para coordenar estratégias contra o que descrevem como “uma ofensiva do capitalismo global”.
Após as manifestações massivas de março, que levaram à retirada temporária da iniciativa de reforma, a CNTE mantém a sua posição: “O Estado continua a favorecer as grandes corporações com recursos do FOVISSSTE”. Exigem que os recursos do Afore sejam destinados às pensões integrais, ajustadas ao aumento do salário mínimo (125% desde 2019).
O decreto assinado esta semana estabelece idade de aposentadoria de 58 anos para homens e 56 anos para mulheres (que trabalharam antes de 2008), mas a medida ainda deve ser avaliada pela Comissão Nacional de Aperfeiçoamento Regulatório (Conamer).
Você tem interesse em saber mais sobre as demandas trabalhistas no México? Compartilhe esta análise em suas redes sociais e explore outros conteúdos sobre direitos sindicais e reformas previdenciárias.




