A FIFA concordou em incluir o espanhol nas coletivas de imprensa antes dos jogos da Copa do Mundo de 2026. Até agora, só eram permitidas perguntas em inglês e nos idiomas das duas equipes participantes. A medida encerra a polêmica desencadeada quando jogadores como o marroquino Achraf Hakimi e o brasileiro Vinicius Júnior não puderam responder em espanhol por falta de tradução.
Luis García Montero, diretor do Instituto Cervantes, comemorou a decisão. “É positivo que a FIFA tenha reconsiderado a sua posição, porque o espanhol é uma língua de referência internacional e é a língua oficial do México, um dos países anfitriões”, disse ele à mídia.
“O futebol espanhol marca gols há muito tempo e foi muito triste que a FIFA tenha sofrido um gol contra”, acrescentou Montero.
O diretor de Cervantes lembrou que mais de 60 milhões de pessoas de origem hispânica vivem nos Estados Unidos, das quais mais de 43 milhões têm o espanhol como língua materna. A decisão da FIFA reconhece o peso demográfico e cultural da língua no torneio que o México, os Estados Unidos e o Canadá irão partilhar.
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