Um espetáculo que quase eclipsou o futebol (e isso quer dizer muito)
Ah, futebol, aquele esporte onde 22 pessoas correm atrás de uma bola enquanto milhões gritam como se o mundo estivesse acabando. Mas neste domingo, na final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA nos Estados Unidos (sim, lá onde o futebol é o quinto esporte favorito depois do beisebol, do futebol americano, do basquete e… das corridas de trator?), o verdadeiro espetáculo não foi o jogo entre Chelsea e PSG. Não, senhores. O verdadeiro show foi o show do intervalo, onde estrelas como J Balvin, Doja Cat, Tems e Coldplay decidiram nos lembrar que, na verdade, viemos pela música.
Um palco nas arquibancadas: porque a grama é sagrada (mas o reggaeton não é)
Instalar o palco no campo? Nunca! Isso teria danificado a preciosa grama recém-plantada do MetLife Stadium. Melhor colocá-lo nas arquibancadas, onde os torcedores já se sentiam incomodados em pagar US$ 15 por uma cerveja e US$ 50 por um cachorro-quente. Assim, enquanto os jogadores descansavam (ou fingiam ouvir o treinador), J Balvin apareceu como se fosse o messias do reggaeton, tocando “Mi Gente” e “Reggaetón”, porque nada diz “futebol de elite” como um colombiano cantando sobre perreo no meio de um jogo inglês x francês.
Então veio Doja Cat, que provavelmente pensou: “O que estou fazendo aqui?”, mas ainda cantou “Woman” como se fosse a coisa mais normal do mundo. E justamente quando pensamos que não poderia ficar mais surreal, Coldplay apareceu para se juntar a Emmanuel Kelly em um cover de “A Sky Full of Stars”. Porque, claro, que melhor maneira de comemorar uma partida de futebol do que com uma balada pop-rock interpretada por um australiano que quebrou barreiras e uma banda britânica que há 20 anos faz músicas para comerciais de automóveis?
Robbie Williams e Laura Pausini: porque o hino do futebol não pode ser de Bad Bunny
Antes do jogo, Robbie Williams (sim, aquele de “Angels”, aquele que sua mãe ainda ouve) e Laura Pausini (a rainha das novelas italianas) cantaram o hino oficial da FIFA, “Desire”. Williams, agora Embaixador Musical Oficial da FIFA (um título que parece importante, mas basicamente significa “o cara que canta antes do jogo começar”), declarou com entusiasmo: “A música e o futebol unem as pessoas como nada mais.” O que é verdade, exceto quando seu time perde e você jura que nunca mais assistirá a um jogo.
Enquanto isso, Pausini, com lágrimas nos olhos (ou talvez fosse apenas o vento), confessou que se apresentar em um evento como esse foi um sonho. Porque quem nunca sonhou em cantar para milhares de pessoas que vieram ver Mbappé e nem sabem quem você é?
Moral: futebol é paixão, mas o espetáculo vende
No final, a partida terminou (com um vencedor que ninguém liga porque todo mundo estava falando do show), mas o verdadeiro triunfo foi para a FIFA, que fez as pessoas esquecerem por um momento que o futebol pode ser chato se não houver estrelas pop envolvidas. Foi necessário? Não. Foi divertido? Com certeza.
Sentiu falta deste circo musical disfarçado de evento esportivo? Compartilhe esta nota e reviva o momento em que o futebol era apenas um pretexto para um concerto épico. E se quiser conteúdos mais igualmente irreverentes, explore as nossas outras crónicas onde o desporto e o entretenimento se chocam da forma mais hilariante!








