J Balvin fecha o Flow Fest com uma viagem pelo tempo do som
Parece que J Balvin decidiu imitar Taylor Swift, mas com mais sabor latino e menos saias plissadas. O colombiano foi o escolhido para dar o toque final no Flow Fest 2025, e o fez com sua própria versão de “The Eras Tour”, que é basicamente um “greatest hits”, mas com melhor marketing. Embarcou numa viagem nostálgica pelos temas que o catapultaram a ser o artista urbano mais relevante do momento, deixando sem palavras as 84 mil almas que lotaram o Autódromo Hermanos Rodríguez. Uma noite que prometeu e cumpriu com toda a energia.
O relógio marcava 00h40, horário em que qualquer millennial responsável já está pensando em sua rotina de cuidados com a pele, quando o de Medellín fez sua entrada triunfante… de carro, porque caminhar é muito comum. Começou a noite com “Doblexxó”, do seu mais recente álbum, e passou imediatamente para o clássico dos clássicos, “Reggeton”. Uma animação mostrou a viagem no tempo do artista, um verdadeiro “This Is Your Life” mas com mais reggaeton e menos lágrimas, revisando todas as suas épocas, desde o início na Colômbia até os dias atuais de 2025. Em seguida, o Flow Fest foi tingido com as cores da bandeira colombiana… ou um arco-íris bem patriótico, com os sucessos “Amarillo”, “Azul” e “Morado”. Porque nada representa “jornada musical” como uma paleta de cores.
“Boa noite meu povo do México, Cidade do México, diretamente de Medellín Colômbia para o meu povo, meu nome é José mas alguns me chamam de J Balvin, grato por passar esta noite com essa gente muito legal, muito legal, deixa o conde sentar, vamos México querido, bastardos”José soltou como uma saudação. Uma apresentação que tem mais camadas que uma cebola e que resume perfeitamente a sua essência: 100% autêntica.
A festa não para e chegam os convidados surpresa
A comemoração continuou com “Loco Contigo”, “Con Altura” e “Blanco”, porque um setlist do Balvin é como aquela playlist que você salvou para limpar a casa no sábado: puro bangers. E, claro, nenhum headliner que se preze está livre da tradição de convidados especiais. Para isso, trouxe artilharia pesada de nomes como Farruko com o hino das más decisões “6 AM”, e a dupla Jowell & Randy com “Bonita”. Porque, sejamos honestos, um concerto sem colaborações inesperadas é como um meme sem graça.
Um impulso ao reggaeton feito no México
Mas o momento mais ‘protagonista’ da noite foi quando J Balvin, num gesto que nos pegou a todos de surpresa, decidiu se tornar o padrinho do reggaeton mexicano. Aproveitou a visita para dar visibilidade aos talentos locais, convidando He Bogueto, Malilla e Yeri MUA para apresentarem no palco o “G Low Kitty Remix”. E então ele fez um discurso que quase, quase, nos fez tirar um lenço. “Estou feliz pelo seu movimento pessoal, sintam-se orgulhosos por terem o seu, apoiem os artistas da sua terra porque são eles que vão sair e representar o meu povo, uma salva de palmas para El Bogueto, El Malilla, Yeri, Uzielito na casa”, declarou. Uma mensagem poderosa que ressoou mais alto que o baixo de qualquer clube.
E caso alguém duvidasse de sua sinceridade, o colombiano elogiou especificamente El Bogueto por ter alcançado o topo do Spotify Global Top 50 com “When I Was Not a Singer”, conquista que rendeu ao artista mexicano a chance de subir ao palco principal do Flow Fest. “Hoje comemoro que o reggaeton Mexa tem a música número 1 no top 50, hoje celebramos Bogueto como o artista número um, é isso que todos nós temos que comemorar como latinos”, observou. Basicamente, J Balvin deixou de ser o rei do gênero para se tornar o maior hype man, e estamos aqui para ver isso.
O grande final: fogos de artifício e puro sucesso
Como encerrar um show dessa magnitude? Com todos os sucessos, obviamente. J Balvin despediu-se do seu concerto no Flow Fest com uma série de bangers que são a banda sonora das nossas vidas: “La Canción”, “Rojo”, “Mi gente” e “In da getto”. Para coroar o encerramento desta edição do festival, o céu iluminou-se com um espectáculo pirotécnico que deu o toque final perfeito a uma noite épica. Um final digno de um artista que, pelo menos por uma noite, fez com que 84 mil pessoas se sentissem como se estivessem na mesma viagem no tempo.
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