Agentes da CIA no México? FGR move chip
A Procuradoria-Geral da República (FGR) não mede palavras: já convocou cerca de 50 pessoas ligadas à operação na Sierra del Pinal, Morelos, Chihuahua para testemunhar. O porta-voz Ulises Lara López lançou a bomba: durante a operação em que desmantelaram um suposto laboratório de drogas sintéticas, quatro pessoas morreram, e duas delas eram supostos agentes da CIA.
“As entrevistas fazem parte do processo para esclarecer o que aconteceu”, disse Lara, com cara de pôquer.
O que procuram? Verifique se esses agentes estrangeiros tinham credenciamentos oficiais e se as autoridades de Chihuahua sabiam que eles estavam lá. Porque, sejamos honestos, ter agentes de outro país a operar assim em território nacional cheira a uma violação da soberania.
A FGR já solicitou informações a diversas autoridades. A investigação visa apurar responsabilidades e verificar se houve crimes contra a segurança nacional. Porque a presença de agentes estrangeiros sem autorização não é uma coisa qualquer, é uma questão de Estado.
O bom facto: Este caso revive a velha desconfiança sobre os limites da cooperação em segurança internacional. Até que ponto outros países podem interferir nos nossos assuntos? O Ministério Público promete uma investigação exaustiva, mas com o histórico de impunidade no México, é melhor não reivindicar vitória.
Entretanto, permanece a incómoda questão: quem autorizou esta operação e porque é que ninguém sabia que havia agentes da CIA no terreno?




