Agentes da CIA em Chihuahua? A lei é clara: só olham, não tocam
O quadro jurídico mexicano não deixa margem para dúvidas. Após rumores sobre a possível participação de pessoal da CIA em uma operação em Chihuahua, vale lembrar o que diz a Lei de Segurança Nacional: esses agentes só podem ligar e trocar informações com autoridades mexicanas. Nenhuma ação operacional.
“Agentes estrangeiros não podem desempenhar funções reservadas às autoridades nacionais, nem aplicar leis de outros países no México.”
Ou seja, zero prisões, batidas ou uso de força. Tudo sob coordenação do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Segurança e Proteção ao Cidadão. E se eles cruzarem a linha? O governo pode pedir a sua saída imediata e aplicar sanções.
Mas há mais: se ficar comprovado que incitam ou participam em crimes como privação ilegal de liberdade ou espionagem, o Estado pode suspender acordos e proibir a sua operação. E o Código Penal Federal é contundente: traição ou espionagem podem custar até 40 anos de prisão.
A moral? Qualquer acção irregular não é apenas um problema diplomático – também pode resultar em responsabilidade criminal. Então, se havia algo estranho em Chihuahua, é melhor que explicassem bem.




