A sombra da CIA em Chihuahua desencadeia uma tempestade política
Este não é um filme de espionagem, embora possa parecer. Os legisladores do Morena deram o alarme: ex-funcionários de Chihuahua, incluindo o ex-promotor César Jáuregui, poderiam ter ocultado informações importantes sobre a participação de agentes da Agência Central de Inteligência (CIA) em operações antidrogas no estado.
“Se os fatos forem comprovados, o crime de traição poderá ser estabelecido”, disse o senador morenoísta Enrique Inzunza Cázarez.
Mas tenha cuidado, este não é um julgamento político acirrado. Inzunza foi claro: a investigação não cabe ao Senado. Essa bola cai direto na quadra da Procuradoria-Geral da República (FGR). E a mensagem é forte: que façam um trabalho “rigoroso e profissional”. Nada menos.
O que está em jogo?
A FGR agora está com a batata quente: determinar se houve omissões deliberadas em não informar à Federação o envolvimento de agentes gringos em operações locais. A transparência aqui não é um luxo, é uma exigência.
O simples facto de agentes da CIA terem participado em acções antidrogas em Chihuahua já levanta mais questões do que respostas. Quem autorizou? Com que limites? E o mais sério: por que foi mantido em segredo?
Isto cheira a teatro político, sim, mas com consequências reais. Porque quando os holofotes estão voltados para uma possível traição ao país, já não há espaço para meias medidas.




