Você sabia que os agentes da CIA que morreram em Chihuahua não tinham permissão para estar lá?
O Gabinete de Segurança lançou a bomba: segundo os registos da imigração, os dois agentes norte-americanos que participaram numa operação em Chihuahua e posteriormente morreram num acidente, não tinham acreditação formal para atividades operacionais em território nacional. Um entrou como visitante – sem autorização para trabalho remunerado – e o outro com passaporte diplomático. Parece um filme? Bem, é a realidade.
“As instituições que compõem o Gabinete de Segurança e o SRE não tinham conhecimento da operação de agentes estrangeiros”
Quero dizer, ninguém sabia. Nem mesmo o Ministério das Relações Exteriores. E é função deles saber quem pisa em solo mexicano com intenções duvidosas. Eles estão agora analisando o caso com as autoridades locais e com a Embaixada dos Estados Unidos.
Seis dias depois do acidente – onde também morreram dois funcionários do Estado – o governo mexicano manifestou o seu “profundo pesar” e lembrou que a legislação é clara: agentes estrangeiros não estão autorizados a participar em operações dentro do país. A cooperação internacional deve consistir na troca de informações e não em ações físicas.
Ironia? A governadora de Chihuahua, María Eugenia Campos Galván, anunciou ontem uma unidade especializada para investigar o desmantelamento de um laboratório de drogas e a morte desses agentes. Entretanto, o governo federal garante que manterá uma relação “próxima, séria e respeitosa” com Donald Trump.
A verdade sempre encontra uma brecha.




