A festa acabou
A Câmara dos Deputados pôs oficialmente fim às chamadas “pensões douradas”. Aquelas aposentadorias estratosféricas que alguns ex-funcionários de paraestatais como a Pemex ou a CFE receberam. A declaração de constitucionalidade já foi emitida.
O que isto significa é simples: é imposto um limite. Ninguém pode receber uma pensão superior a metade do salário do Presidente. Estamos falando de aproximadamente 70 mil pesos por mês.
“A reforma será retroativa, devendo as atuais pensões que ultrapassarem esse limite serem ajustadas ao valor estabelecido”, estabelece o texto.
Aqui está o detalhe que dói para alguns: a retroatividade. Não é apenas para novatos. Quem já cobra valores exorbitantes terá o cheque cortado. O ajuste será obrigatório.
A lista daqueles que disseram ‘sim’
Para que esta alteração ao artigo 127 constitucional avançasse, foi necessário o aval de pelo menos 17 congressos locais. No final, 20 estados votaram a favor.
Baixa Califórnia, Cidade do México, Veracruz, Puebla e Yucatán são alguns deles. Uma maioria clara que dá uma base política sólida à mudança.
A questão incômoda que permanece é: por que isso foi permitido por tanto tempo? Enquanto milhões de mexicanos se reformam com migalhas, uma elite desfruta de reformas dignas de um sultão. A justiça, como quase sempre, chega tarde. Mas pelo menos chega.




