Setor de segurança: migração para nuvem e inteligência artificial
A segurança está passando por uma profunda transformação. A nuvem, a inteligência artificial generativa e os sistemas de videovigilância como ferramentas de decisão estão a redefinir o setor. A afirmação foi feita por Pedro Simões, vice-presidente global de segurança e análise de vídeo da Motorola Solutions.
“A nuvem é uma tendência muito forte, mas não é solução para todos os setores”, explicou. Instalações prisionais, aeroportos e centrais nucleares exigem modelos híbridos que combinem infraestrutura local com serviços em nuvem. A Motorola Solutions está comprometida com plataformas unificadas.
Um dos principais avanços é a inteligência artificial agente. A empresa apresentou o Operator, plataforma que integra vídeo, controles de acesso e sensores em uma única interface. O objetivo: reduzir o tempo entre a detecção e a resposta. “Não é só identificar. É ser colaborativo nas decisões”, disse Simões.
O papel dos sensores nas cidades inteligentes
As câmeras não apenas gravam: elas são sensores. “Hoje uma câmera produz dados que podem ser usados para otimizar logística, mobilidade ou decisões de negócios”, acrescentou. As informações de segurança se estendem a vários aplicativos.
No entanto, o crescimento da IA apresenta desafios de privacidade. A Motorola Solutions desenvolveu “rótulos nutricionais de IA”, documentos que detalham as capacidades e limitações de seus modelos. “Somos a primeira empresa do setor a criar e utilizar este tipo de rótulos”, afirmou Simões.
México e a Copa do Mundo de 2026
O México vive um momento chave para a Copa do Mundo FIFA de 2026. A chegada de milhões de visitantes impulsiona investimentos em infraestrutura tecnológica e segurança em aeroportos, hotéis e estádios. Simões confirmou colaboração com governos, sem revelar detalhes. “A segurança é uma prioridade; a nossa responsabilidade é desenvolver tecnologia que proteja as pessoas e a infraestrutura.”
Ele recomendou que as organizações pensem no longo prazo: “A decisão não deve se basear apenas nos problemas atuais, mas nos desafios de três ou cinco anos”. A combinação de nuvem, IA generativa e plataformas unificadas definirá a próxima etapa do setor.




