Festival do milênio reúne milhares de pessoas na China e em Taiwan

Milhares de pessoas celebram o Festival do Barco-Dragão com regatas e tradições antigas na China e em Taiwan.

Tradições milenares em movimento

A China Continental, Hong Kong e Taiwan foram palco do Festival do Barco-Dragão. Regatas, bailes e atividades culturais reuniram milhares de pessoas.

Com mais de dois mil anos de história, a celebração remonta a antigas crenças sobre saúde, proteção e harmonia com a natureza. Também homenageia a lenda do poeta Qu Yuan.

RelacionadoPorta-aviões chinês Fujian cruza Estreito de Taiwan

As famílias preparavam alimentos como zongzi e seguiam costumes como pulseiras de cinco cores e remédios caseiros para uma boa saúde.

Em Pequim, as competições de barcos reuniram centenas de atletas e milhares de espectadores, com danças do leão, artes marciais e feiras de artesanato.

Autoridades e especialistas salientaram que o festival evoluiu adaptando-se à vida urbana moderna, mas mantém a sua essência como uma tradição que reforça a identidade cultural e as aspirações de bem-estar na sociedade chinesa.

Colômbia e Amazônia: uma virada em direção ao desenvolvimento extrativista

O triunfo de De la Espriella na Colômbia levanta questões sobre o futuro da floresta amazónica na região.

A vitória de Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais da Colômbia marca uma possível mudança na política ambiental da região. O empresário, apoiado por Donald Trump, derrotou Iván Cepeda por apenas 251 mil votos, segundo resultados oficiais.

O que acontecerá com a Amazônia?

A floresta amazônica, que absorve dióxido de carbono e retarda as mudanças climáticas, enfrenta um novo cenário. Cerca de 40% do território colombiano está na bacia amazônica. Durante o governo de Gustavo Petro, o país se posicionou como defensor da selva. De la Espriella promete reativar o setor petrolífero, apoiar o fracking e explorar ainda mais os recursos naturais.

Elizabeth Dickinson, do International Crisis Group, observou que muitos governos acreditam agora que o desenvolvimento económico e a conservação podem avançar juntos. Contudo, os ambientalistas alertam que a expansão da produção de combustíveis fósseis poderá aumentar a pressão sobre ecossistemas sensíveis.

Peru e Brasil também aderem a essa tendência. Keiko Fujimori, perto de vencer no Peru, apoia a mineração. No Brasil, a eleição entre Flávio Bolsonaro e Lula definirá os rumos do desmatamento. Cristiane Mazzetti, do Greenpeace Brasil, disse: “A administração eleita define prioridades orçamentárias e regula a exploração. O resultado é mensurável, como mostra a taxa de desmatamento.”

A mineração ilegal de ouro é um dos maiores causadores de destruição na Amazônia. Dickinson acrescentou: “É muito difícil discordar de perseguir a mineração ilegal, uma das indústrias mais prejudiciais”. Mas alertou que os governos muitas vezes se concentram na apreensão de equipamentos, sem desmantelar as redes criminosas.

Julio Cusurichi, líder indígena no Peru, afirmou: “A biodiversidade e os nossos territórios podem ajudar nas alterações climáticas. As organizações indígenas denunciam que os governos não as consultam adequadamente antes de aprovarem projectos extractivos.

Analistas como Sergio Guzmán indicam que as preocupações ambientais competirão com as económicas. “Muitas preocupações com emissões ficarão em segundo plano em relação à autossuficiência energética”, disse ele. Ele também mencionou que a fumigação aérea das plantações de coca poderá ser retomada, afetando as comunidades amazônicas.

Em Letícia, o indígena Ticuna Arnaldo Rufino expressou seu medo: “Isso significa derrubar as árvores que permitem à humanidade respirar”. O futuro da Amazônia dependerá das decisões tomadas pelos novos governos da região.

Continuar lendo

Terremoto de magnitude 7,1 sacode Venezuela e gera alertas

Tremor de 7,1 sacode Venezuela; alerta de tsunami em Porto Rico.

Tremor de 7,1 na Venezuela ativa alerta de tsunami

Um terremoto de magnitude 7,1 foi registrado esta quarta-feira na Venezuela, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O terremoto ocorreu às 22h04 GMT com epicentro localizado 21 quilômetros a leste de Morón, no estado de Carabobo.

A profundidade do terremoto foi de 9,6 quilômetros, o que aumentou sua percepção na superfície. A NOAA emitiu um alerta de tsunami para Porto Rico e as Ilhas Virgens, embora até agora nenhum dano grave tenha sido relatado nessas áreas.

Tremores secundários e áreas afetadas

O tremor desencadeou cenas de alarme em Caracas, onde moradores saíram às ruas após sentirem o movimento. Também foi notado em diversas cidades da Colômbia, como Bogotá, Barranquilla e Bucaramanga, embora sem consequências graves.

As autoridades locais avaliam os possíveis efeitos. A Venezuela está localizada em uma área de atividade sísmica moderada e eventos desta magnitude são raros. Nenhuma vítima ou dano estrutural significativo foi relatado até o momento desta publicação.

Continuar lendo

Evacuação de navios em Ormuz: 11 mil marinheiros partem sob plano da ONU

A ONU coordena a partida escalonada de navios cargueiros encalhados no Estreito de Ormuz.

O Estreito de Ormuz começa a libertar os seus primeiros navios encalhados. Desde esta quarta-feira, vários navios cargueiros deixaram a área sob um esquema de segurança desenhado pela Organização Marítima Internacional (IMO), braço da ONU.

A medida visa evacuar milhares de tripulantes civis que ficaram presos durante meses pelas hostilidades entre os Estados Unidos, Israel e o Irão. Após um memorando de entendimento entre Washington e Teerão, o fluxo de petroleiros e de navios-tanque de GNL aumentou.

Prioridade para graneleiros e carga geral

O plano humanitário da ONU dá prioridade aos navios graneleiros e de carga geral que entraram antes do encerramento da passagem em março. Segundo dados da Reuters, os primeiros navios já navegam no Mar Arábico, enquanto outros trinta aguardam a sua vez.

O roteiro da IMO prevê libertar cerca de 11 mil marinheiros, num censo total que ultrapassou 20 mil pessoas retidas. Para evitar os riscos das minas marítimas no estreito – com apenas 30 quilómetros de largura – o tráfego convencional foi suspenso. Os navios avançam de forma escalonada através de corredores coordenados pelo Irão e Omã.

Protocolo de segurança e mercados de energia

Os capitães devem manter os seus sistemas de identificação automática (AIS) ligados e não manobrar sem instruções de centros como o UKMTO britânico ou o MICA francês.

Paralelamente, os mercados energéticos estão a estabilizar. A Agência Internacional de Energia informa que a região já exporta 85% do seu petróleo bruto habitual, com o barril de Brent a 73 dólares, perto dos níveis anteriores à crise.

Continuar lendo