Naufrágio na Líbia deixa 11 migrantes mortos e 40 desaparecidos

Onze mortos e 40 desaparecidos após barco virar na costa da Líbia.

Tragédia no Mediterrâneo

Um barco com dezenas de migrantes virou na costa leste da Líbia. O acidente ocorreu no dia 12 de junho, mas só foi reportado esta semana pelo grupo de monitoramento Abreen.

O balanço preliminar é de 11 restos humanos recuperados, 40 desaparecidos e 10 sobreviventes, segundo a organização.

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Trabalho de resgate

As equipes da guarda costeira líbia e do Crescente Vermelho em Tobruk recuperaram corpos que chegaram à costa nos últimos dias. As buscas continuam na região.

Imagens divulgadas mostram os esforços de resgate. O Mediterrâneo continua a ser uma rota mortal para aqueles que tentam chegar à Europa.

Duplo terremoto na Venezuela deixa 164 mortos

Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram o norte do país com graves danos.

Terremotos na Venezuela: mais de 160 mortos e chamada internacional

Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 sacudiram o norte da Venezuela na tarde de quarta-feira, deixando pelo menos 164 mortos e quase mil feridos, segundo a presidente Delcy Rodríguez. A região mais afetada é o estado de La Guaira, com “dezenas” de edifícios desabados.

“Podemos dizer que o estado de La Guaira é uma verdadeira tragédia e está se tornando uma zona de desastre”, declarou Rodríguez.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o número final de vítimas poderá ficar entre 10.000 e 100.000, com uma probabilidade de 42%. Ele alerta que é quase certo que ocorrerão tremores secundários de magnitude superior a 6. Os danos económicos poderão atingir entre 10 mil milhões e 100 mil milhões de dólares.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que a prioridade imediata é limpar os escombros e resgatar possíveis sobreviventes nas primeiras 48 horas.

“Estamos enviando equipes de busca e resgate da Virgínia e de Los Angeles. Outros se juntarão”, disse ele do Bahrein.

Rubio acrescentou que o aeroporto venezuelano sofreu graves danos, pelo que o Departamento de Defesa deve coordenar o envio de ajuda humanitária. Países como Catar, Chile e El Salvador já ofereceram apoio.

As autoridades locais continuam os esforços de resgate enquanto o país enfrenta um dos piores desastres naturais da sua história recente.

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SRE descarta mexicanos afetados após terremotos na Venezuela

A SRE informa que não há mexicanos afetados pelos terremotos na Venezuela.

O Ministério das Relações Exteriores (SRE) informou que, até a tarde desta quarta-feira, não havia relatos de mexicanos afetados pelos terremotos registrados na Venezuela.

Nenhum efeito relatado

Por meio de comunicado, o Itamaraty manifestou sua solidariedade ao povo venezuelano e lamentou os danos ocorridos.

“O Ministério das Relações Exteriores expressa toda a sua solidariedade ao povo venezuelano e lamenta profundamente os danos e prejuízos causados”, afirmou a agência chefiada por Roberto Velasco.

A embaixada mexicana na Venezuela continua atenta ao desenvolvimento da situação. Até agora, não há compatriotas que tenham necessitado de assistência.

Canais de suporte

Para quem necessita de proteção consular, a representação mexicana disponibilizou o número de emergência: +58 412 2524675. As autoridades recomendam manter a calma e seguir as instruções locais.

A organização internacional continua a monitorizar possíveis réplicas. Por enquanto, não são esperadas mudanças nas recomendações de viagens para mexicanos na região.

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Colômbia e Amazônia: uma virada em direção ao desenvolvimento extrativista

O triunfo de De la Espriella na Colômbia levanta questões sobre o futuro da floresta amazónica na região.

A vitória de Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais da Colômbia marca uma possível mudança na política ambiental da região. O empresário, apoiado por Donald Trump, derrotou Iván Cepeda por apenas 251 mil votos, segundo resultados oficiais.

O que acontecerá com a Amazônia?

A floresta amazônica, que absorve dióxido de carbono e retarda as mudanças climáticas, enfrenta um novo cenário. Cerca de 40% do território colombiano está na bacia amazônica. Durante o governo de Gustavo Petro, o país se posicionou como defensor da selva. De la Espriella promete reativar o setor petrolífero, apoiar o fracking e explorar ainda mais os recursos naturais.

Elizabeth Dickinson, do International Crisis Group, observou que muitos governos acreditam agora que o desenvolvimento económico e a conservação podem avançar juntos. Contudo, os ambientalistas alertam que a expansão da produção de combustíveis fósseis poderá aumentar a pressão sobre ecossistemas sensíveis.

Peru e Brasil também aderem a essa tendência. Keiko Fujimori, perto de vencer no Peru, apoia a mineração. No Brasil, a eleição entre Flávio Bolsonaro e Lula definirá os rumos do desmatamento. Cristiane Mazzetti, do Greenpeace Brasil, disse: “A administração eleita define prioridades orçamentárias e regula a exploração. O resultado é mensurável, como mostra a taxa de desmatamento.”

A mineração ilegal de ouro é um dos maiores causadores de destruição na Amazônia. Dickinson acrescentou: “É muito difícil discordar de perseguir a mineração ilegal, uma das indústrias mais prejudiciais”. Mas alertou que os governos muitas vezes se concentram na apreensão de equipamentos, sem desmantelar as redes criminosas.

Julio Cusurichi, líder indígena no Peru, afirmou: “A biodiversidade e os nossos territórios podem ajudar nas alterações climáticas. As organizações indígenas denunciam que os governos não as consultam adequadamente antes de aprovarem projectos extractivos.

Analistas como Sergio Guzmán indicam que as preocupações ambientais competirão com as económicas. “Muitas preocupações com emissões ficarão em segundo plano em relação à autossuficiência energética”, disse ele. Ele também mencionou que a fumigação aérea das plantações de coca poderá ser retomada, afetando as comunidades amazônicas.

Em Letícia, o indígena Ticuna Arnaldo Rufino expressou seu medo: “Isso significa derrubar as árvores que permitem à humanidade respirar”. O futuro da Amazônia dependerá das decisões tomadas pelos novos governos da região.

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