A Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) enviará pessoal para a Cidade do México, Guadalajara e Monterrey durante a Copa do Mundo de Futebol de 2026. O objetivo é observar, atender e proteger os direitos humanos em aeroportos, rodoviárias, pontos de imigração, estádios e espaços alternativos.
Ações de vigilância e prevenção
A CNDH instou os três níveis de governo a garantirem a livre circulação, a segurança nos espaços públicos e a proteção de jornalistas, comunicadores e criadores de conteúdos. Pediu também que se reforce a prevenção e a atenção a possíveis casos de tráfico e exploração de seres humanos, riscos que as organizações internacionais associam aos grandes eventos desportivos.
A agência implementou uma campanha nacional para prevenir o tráfico e promover uma cultura de respeito. Inclui mensagens nos meios de comunicação, distribuição do folheto “Mundo com Paz e Direitos” e materiais informativos.
Efeitos nas comunidades vulneráveis
A CNDH documentou reclamações de vizinhos próximos aos estádios sobre aumentos acelerados nos custos de habitação e restrições ao uso de espaços públicos. Os comerciantes informais, os trabalhadores domésticos e os sem-abrigo nas zonas turísticas têm enfrentado operações de planeamento urbano que afectam os seus meios de subsistência.
A agência alerta que o aumento dos preços da habitação tem um impacto desproporcional sobre os idosos, as pessoas com deficiência, as mulheres chefes de família e as comunidades indígenas urbanas.
A CNDH apelou à FIFA e aos órgãos organizadores para que permitam mecanismos acessíveis de denúncia e proteção para pessoas em situações vulneráveis. Ele também pediu a incorporação de organizações civis e grupos de bairro nas decisões sobre o evento.
Qualquer pessoa, mexicana ou estrangeira, pode solicitar orientação, aconselhamento ou apresentar queixas sobre supostas violações de direitos humanos durante a Copa do Mundo através dos escritórios, linhas telefônicas e plataformas digitais da CNDH.




