A presidente Claudia Sheinbaum informou que o governo federal prepara um posicionamento oficial sobre a recomendação emitida na semana passada pela Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) no caso dos 43 estudantes de Ayotzinapa. Além disso, anunciou que novos dados da investigação serão divulgados.
“O que eu gostaria não é apresentar assim isoladamente, mas sim informar quais são os dados, o que foi feita a investigação, quais são as novas linhas de investigação”, declarou desde o Palácio Nacional.
Posição oficial e progresso
A presidente indicou que a sua prioridade é avançar na busca da verdade e da justiça para os jovens desaparecidos em Iguala, Guerrero, em setembro de 2014. Afirmou que se aguardam procedimentos da Procuradoria-Geral da República para esclarecer os fatos.
“Acho bom que em breve seja apresentado o progresso da investigação que tem sido mostrado às mães e aos pais. Isso é o mais importante para nós”, disse.
Sheinbaum pediu à secretária do Interior, Rosa Icela Rodríguez, que revisasse o relatório da CNDH para estabelecer uma posição governamental. A Recomendação 208VG/2026, publicada em 9 de julho, confirmou graves violações dos direitos humanos de 92 estudantes e deficiências na administração da justiça.
O Presidente esclareceu que o governo não participou na elaboração do relatório nem tinha conhecimento da data da sua publicação. “Isso não significa que possamos concordar ou discordar de partes do relatório. Foi por isso que pedi ao secretário do Interior que fizesse esta análise”, explicou.
Reações e contexto
Questionado sobre uma possível exoneração do Exército Mexicano, Sheinbaum respondeu que há soldados detidos e sob julgamento desde o mandato anterior de seis anos. Evitou comentar se sua participação foi individual ou institucional e reiterou seu compromisso com os familiares.
A CNDH determinou violações ao direito à verdade, à justiça, ao uso excessivo da força e à tortura. A investigação começou em 2021, a partir de denúncia de mães e pais. A recomendação foi dirigida a diversas autoridades federais, estaduais e municipais.




