Pemex recupera terreno na importação de combustíveis
A Pemex concentrou 78,2% de todas as importações de gasolina e diesel em maio, ante 48,4% em janeiro. É a sua maior participação desde 2019, segundo dados do Ministério da Energia.
As empresas privadas (Valero, ExxonMobil, Shell, Chevron, entre outras) importaram apenas 152 mil barris por dia, o menor volume desde 2020. O governo subsidiou os preços e absorveu os custos logísticos para que a Pemex seja o principal fornecedor. Os postos de gasolina preferem comprar da empresa paraestatal pelos preços mais baixos.
“A Pemex já tem muito mercado e muito é importado, isso significa que há pouca oferta e que todos temos que comprar da Pemex”, disse Alex Theissen, presidente da ANTP.
Theissen alertou que isso poderia gerar problemas de qualidade, embora por enquanto os combustíveis cumpram os padrões internacionais. Ele também observou que o conflito no Médio Oriente afetou o abastecimento global.
Para Alejandro Montufar, da PetroIntelligence, a situação é temporária devido à política de contenção de preços. Desde fevereiro de 2025, o governo concordou com um limite de 24 pesos por litro para gasolina comum e 27 pesos para diesel.
“Uma possível saída de atacadistas privados internacionais terá impacto na oferta”, alertou Montufar.
Os analistas concordam que o apoio governamental à Pemex distorce o mercado e dificulta a concorrência.




