Dois funcionários públicos próximos do Chefe do Governo são assassinados

Um duplo homicídio abala a capital enquanto as autoridades prometem justiça.

Um crime que parece retirado de um roteiro de série sobre narcotráfico (mas sem o orçamento da Netflix)

Ah, Cidade do México, onde o trânsito não é a única coisa que pode matar você antes do café da manhã. Nesta terça-feira, por volta das 7h – horário em que muitos millennials ainda sonham em cancelar seus alarmes – dois funcionários públicos, Ximena Guzmán e José Muñoz, foram mortos a tiros no meio da Calçada de Tlalpan. Sim, o mesmo lugar onde você às vezes passa horas no trânsito se perguntando por que não se mudou para o Canadá.

Crime: rápido, violento e com conotações políticas

De acordo com testemunhas (e fontes que parecem mais sérias do que o nosso horóscopo semanal), Ximena conduzia um camião quando parou para ir buscar José. Naquele momento, um cara – que claramente não entendia o memorando “não atire nas pessoas antes do café” – os atacou. O resultado? Duas vidas interrompidas e mais um capítulo no livro da violência capital que ninguém pediu.

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O mais irônico (além do fato de o crime ter ocorrido em uma área movimentada): as autoridades agilizaram os procedimentos forenses. Em menos de 12 horas! Algo que normalmente leva dias, como se a burocracia mexicana tivesse bebido um Red Bull. O Instituto de Ciências Forenses fez o seu trabalho em velocidade Turbo, embora isso não traga as vítimas de volta, é claro.

E enquanto os familiares lamentam a perda, as autoridades da capital divulgaram o clássico: “não haverá impunidade”. Parece bom, mas seu histórico nos faz pensar naquele amigo que sempre promete chegar cedo e chega três horas atrasado. Claro, eles enviaram suas condolências, que, sejamos sinceros, são como “pensamentos e orações” gringos: não mudam nada, mas ficam bonitos no discurso.

O contexto estranho que ninguém quer mencionar (mas nós o faremos)

Os falecidos eram próximos do Chefe do Governo, o que acrescenta aquele toque de drama político que faz com que todos se olhem com um olhar de “isto foi pessoal ou profissional?” Por enquanto, as especulações voam mais rápido que um meme no Twitter, mas sem provas, é melhor não jogar CSI: CDMX.

A única coisa que fica clara é que a violência na cidade não discrimina: não importa se você é servidor público, estudante ou influenciador do TikTok. E embora as autoridades insistam que “estão a trabalhar”, os cidadãos continuam a esperar por aquele dia em que segurança não seja apenas uma palavra bonita em espaços eleitorais.

O que vem a seguir? Bem, o mesmo de sempre: vigílias, hashtags, promessas de justiça e, esperançosamente, algum progresso antes que o algoritmo do esquecimento social exclua o caso. Entretanto, temos que refletir (e partilhar esta nota, porque o jornalismo independente também vive dos seus cliques).

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Morena acusa oposição de negociar unidade para migrantes falecidos

Ariadna Montiel pede que os interesses nacionais tenham precedência sobre as diferenças partidárias.

Morena exige unidade diante da morte de compatriotas

A presidente nacional do Morena, Ariadna Montiel Reyes, acusou os partidos da oposição de “negociar” a unidade do México diante dos casos de 17 compatriotas que morreram sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

Durante uma conferência de imprensa, o líder morenoista destacou que o apelo para cerrar fileiras para exigir respostas do governo dos EUA deve estar acima das diferenças partidárias e ideológicas. Considerou que se trata da defesa dos direitos dos mexicanos no exterior.

Montiel Reyes afirmou que a posição da oposição reflete a falta de compromisso com o país. Ele descreveu como “mesquinho” que alguns líderes não apoiem totalmente o apelo à unidade feito pela Presidente Claudia Sheinbaum para resolver casos de alegados abusos contra migrantes mexicanos.

O dirigente do Morena sustentou que a protecção dos concidadãos deve ser uma questão prioritária para todas as forças políticas. Ele apelou à colocação dos interesses nacionais acima das disputas partidárias.

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Secretaria da Mulher mantém apoio à esposa do ex-diretor da Pemex

Governo oferece atendimento integral à esposa do ex-diretor da Pemex que está sendo julgada por violência.

Apoio permanente da Secretaria da Mulher

A Secretaria da Mulher informou que continuará prestando atendimento integral, aconselhamento e apoio psicossocial a María Felicia Jiménez, esposa do ex-diretor da Petróleos Mexicanos, Víctor Rodríguez Padilla. O apoio será mantido caso ela o solicite, no âmbito do processo judicial que enfrenta por alegada violência familiar.

Em comunicado, a agência esclareceu que qualquer apoio será concedido com total respeito à vontade, autonomia e dignidade do Dr. Reiterou também o seu compromisso de ajudar as mulheres que vivenciam situações de violência através de mecanismos de proteção especializados.

Decisão de não comparecer à audiência

A declaração ocorreu depois que María Felicia Jiménez informou que não compareceria à audiência marcada para ratificar o indulto concedido ao seu marido. Argumentou que enfrenta um forte cerco mediático e procura proteger a sua privacidade e a dos seus filhos, especialmente a do seu filho menor.

As autoridades mantêm aberta a possibilidade de a vítima aceder aos serviços quando considerarem necessário. O caso chamou a atenção do público devido aos vínculos de poder dos envolvidos, embora a Secretaria garanta que suas ações se baseiam em critérios técnicos e de direitos humanos.

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Ulises Lara deixa a FGR; alega razões pessoais

Porta-voz da FGR deixou o cargo seis meses depois de assumi-la. Fontes apontam para motivos pessoais.

Mudanças no FGR

Ulises Lara López deixou a titularidade da Procuradoria Especial de Investigação de Assuntos Relevantes e a porta-voz da Procuradoria-Geral da República (FGR). Isso foi relatado por fontes federais. Sua saída ocorreu apenas seis meses após a posse.

Segundo as fontes consultadas, a separação ocorreu por motivos pessoais. As causas específicas não foram detalhadas.

Lara López foi nomeada em janeiro de 2026 pela procuradora-geral Ernestina Godoy Ramos. Chefiou a área de Assuntos Relevantes e atuou como porta-voz da instituição. Anteriormente, colaborou com Godoy Ramos na Procuradoria Geral da Cidade do México, onde ocupou diversos cargos. Após a nomeação, agradeceu a confiança e garantiu que continuará trabalhando pela justiça.

Durante a gestão do ex-procurador Alejandro Gertz Manero, Lara López integrou a estrutura da FGR como delegada estadual em Morelos. A partir daí participou de tarefas relacionadas às investigações federais.

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