“Dependemos deles”
Quase doze meses depois do acidente do navio-escola Cuauhtémoc em Nova York, deixando dois jovens cadetes mortos, a resposta oficial permanece a mesma: estamos esperando.
Na conferência desta terça-feira, o almirante Raymundo Pedro Morales, chefe da Secretaria da Marinha, voltou a utilizar a fórmula. A investigação, garantiu, está a ser realizada pelo Departamento de Transportes dos Estados Unidos. E o México depende dessa decisão.
“Em relação à investigação, o Departamento de Transportes dos Estados Unidos continua a avaliá-la e esperamos que nos dê uma resposta em breve”, disse Morales.
Quando pressionado para informar uma data estimada, sua resposta foi um eco do que ouvimos desde abril do ano passado:
“Dependemos deles.”
Enquanto isso, o veleiro não está mais em águas estrangeiras. Está em manutenção em Salina Cruz, Oaxaca. Segundo o almirante, estará pronto para zarpar novamente em junho, “sem problemas”.
Um navio sendo reparado. Uma investigação que não avança. Duas famílias que continuam à espera de respostas que, aparentemente, ninguém deste lado da fronteira tem pressa em encontrar.




