Operação de resgate em condições adversas
A versão oficial diz que tudo correu conforme o protocolo. Dois jovens, com o barco afundado na costa de Pajapan, Veracruz. Mais de três horas à deriva. Elementos da Proteção Civil pediram apoio à Marinha.
E aí vem o primeiro dado que faz barulho: condições adversas devido à baixa visibilidade. Não foi um dia de praia.
Pessoal especializado da Estação Naval de Busca, Resgate e Vigilância Marítima de Coatzacoalcos zarpou a bordo de um navio do tipo Defender.
Eles chegam à área e encontram outro obstáculo. A pouca profundidade impede a aproximação da unidade naval. Solução?
Dois nadadores de resgate pularam na água para estabelecer contato físico com os náufragos.
Ou seja, o resgate final foi corpo a corpo, humano. Não com guindastes ou máquinas. Eles foram retirados da água quando já apresentavam sinais evidentes de cansaço. Eles foram entregues aos serviços de saúde.
O que a declaração não diz
- O que os jovens estavam fazendo naquele barco menor?
- Por que afundou? Falha mecânica, clima, sobrecarga?
- Qual era o estado exato de saúde deles depois de três horas na água?
A ação rápida é apreciada, sem dúvida. Mas a memória é longa: cada resgate bem sucedido deveria implicar uma investigação para prevenir o próximo. E isso quase nunca acontece.
A Marinha fez o seu trabalho desta vez. A questão embaraçosa é quantas emergências semelhantes não terminam com a chegada dos nadadores a tempo.




