A promessa de crédito que já ouvimos antes
Claudia Sheinbaum conversou com a presidente do Banxico, Victoria Rodríguez Ceja, e com os grandes bancos do país. O tema de sempre: crédito para pequenas e médias empresas. O presidente diz que há muitos entraves, não só pelas taxas, mas pelo emaranhado de exigências.
“Um deles é o acesso ao crédito. Não apenas a taxas acessíveis, mas também porque as exigências para obter crédito não são tantas”, disse Sheinbaum.
Tradução: as PME ainda estão fora do sistema formal. É o mesmo diagnóstico que ouvimos em gestões passadas. A novidade é uma mesa de trabalho com o Tesouro para busca de mecanismos. Veremos o quanto isso se materializará.
O digital como solução mágica (de novo)
O outro grande ponto foi a promoção de pagamentos digitais. Sheinbaum reconhece que já existem, mas promete acelerá-los este ano. Parece bom, mas é o tipo de anúncio vago que os governos adoram: parece moderno, é difícil de medir e ninguém pode contestar a ideia em princípio.
O mais revelador veio no final. O presidente esclareceu que as taxas de juros são uma questão de critério do Banxico e dos bancos.
“O que procuramos são mecanismos que, mesmo além da taxa, facilitem os requisitos.”
Esse é o ponto crucial. Ele admite que seu poder é limitado. Você pode perguntar, conversar, coordenar. Mas outros têm a chave do crédito. Ele confirmou que irá à convenção de banqueiros este ano. Lá continuaremos a ouvir as mesmas reclamações… e provavelmente, as mesmas promessas.




