Sheinbaum e Greer realizam reunião importante sobre T-MEC

Reunião no Palácio Nacional avança na revisão do T-MEC e de acordos bilaterais.

Encontro no Palácio Nacional

No Palácio Nacional, a presidente Claudia Sheinbaum Pardo recebeu nesta quinta-feira o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. A reunião durou uma hora e meia.

Segundo Sheinbaum, houve avanços na revisão do T-MEC e nos acordos bilaterais. “No Palácio Nacional, nos reunimos com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer; avançamos na revisão do T-MEC e dos acordos bilaterais em benefício de ambos os povos”, escreveu nas redes sociais.

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Pelo México, estiveram presentes os secretários de Economia, Marcelo Ebrard; das Relações Exteriores, Roberto Velasco; Subsecretário Luis Rosendo Gutiérrez; o coordenador Julio Berdegué; e a coordenadora Altagracia Gómez. A delegação dos EUA incluiu o vice-representante Jeff Goettman, o embaixador Ronald Johnson, a negociadora-chefe Julie Callahan e o chefe de gabinete Sam Mulopulos.

Sheinbaum afirmou na sua conferência matinal que o seu governo fez “tudo o que era humanamente possível” para que o México enfrentasse a revisão comercial nas melhores condições. Acrescentou que continuarão a defender os interesses nacionais contra decisões unilaterais de Washington.

“Não sabemos exatamente o que os Estados Unidos vão fazer; o que fazemos é o nosso melhor trabalho para encontrar as melhores condições para o nosso país”, disse ele.

Ele lembrou que os Estados Unidos impuseram tarifas unilateralmente a vários países e que se aproxima uma nova rodada sob a Seção 301. Portanto, o México permanece atento.

O presidente também rejeitou declarações de legisladores dos EUA sobre uma alegada falha no fornecimento de água. Ele descreveu essa afirmação como falsa.

A reunião faz parte das rodadas de negociações do T-MEC, num contexto comercial complexo devido às medidas protecionistas de Washington.

México Canta 2026: 16 mil jovens buscam a paz através da música

16 mil participantes se inscreveram na edição 2026 do concurso binacional México Canta.

Um concurso que ultrapassa fronteiras

A presidente Claudia Sheinbaum Pardo apresentou os sete semifinalistas mexicano-americanos do México Canta 2026. Ela destacou que o concurso promove valores, o amor pela música mexicana e o vínculo entre as famílias dos dois lados da fronteira.

“Esse vínculo nunca se rompe, faz parte da fraternidade, do amor, da solidariedade”, afirmou durante a conferência matinal.

Sheinbaum ressaltou que a iniciativa transcende a política: é uma defesa cultural que coloca o amor acima de tudo.

Figuras e etapas

A secretária de Cultura, Claudia Curiel de Icaza, explicou que na primeira etapa (11 de maio a 10 de junho) foram inscritos 16.289 participantes: 10.528 do México e 5.761 dos Estados Unidos. Após audições presenciais, o Conselho Musical Mexicano selecionou 14 semifinalistas: sete mexicanos e sete mexicano-americanos.

Os sete selecionados do outro lado da fronteira são:

  • Grécia Marín (Perris, Califórnia)
  • Daniel Ochoa (Tucson, Arizona)
  • Tiffany Galaviz (Glendale, Califórnia)
  • Miranda González (Castle Rock, Colorado)
  • Joshua Soto (Bronx, Nova York)
  • Lizandro Espinoza (Portland, Oregon)
  • Rosalba Valdez (Chicago, Illinois)

As semifinais são transmitidas em 45 meios de comunicação públicos aos domingos, das 19h às 21h. As apresentações ao vivo serão no dia 23 de agosto no Million Dollar Theatre (Los Angeles) e no dia 30 de agosto no Ángela Peralta Theatre (Mazatlán). O público escolherá seis finalistas em tempo real. A grande final será no dia 13 de setembro, no Auditório Nacional, e os vencedores serão apresentados no dia 15 de setembro, no Zócalo da capital.

O cantor Armando Toledo Rosas “El Bogueto” comemorou o concurso como um sinal de que os jovens podem progredir com talento e trabalho. Grecia Marín, representando os semifinalistas, agradeceu ao presidente por abrir espaços que levem mensagens de esperança. Joshua Soto acrescentou que México Canta mostra que a música inspira e une.

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FDA reconhece falso positivo em alface Taylor Farms

Análise do Cofepris descarta contaminação; FDA admite erro na amostra inicial.

Resultados da análise

O Ministério da Saúde informou que testes realizados em amostras de alface e água da fábrica da Taylor Farms México foram negativos para o parasita Cyclospora cayetanensis —que causa diarreia grave— e também para coliformes fecais. As análises, realizadas pela Cofepris, confirmaram que o produto atende aos parâmetros físico-químicos estabelecidos nas normas nacionais.

Rastreabilidade e falso positivo

A Taylor Farms possui um sistema de rastreabilidade que permitiu às autoridades dos Estados Unidos identificar a origem do produto e rastrear um lote retido na alfândega de Laredo, Texas. Esse lote nunca entrou em território dos EUA.

A amostra obtida desse lote retornou falso positivo, situação que a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos reconheceu em atualização publicada em 19 de julho. O Ministério da Saúde enfatizou que o produto é adequado para consumo humano.

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UIF identifica 55 pessoas na rede financeira CJNG

A UIF detectou 55 pessoas ligadas a uma rede financeira CJNG, incluindo 16 empresas de fachada.

A Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do México detectou 55 pessoas supostamente ligadas a uma rede financeira do Cartel de Nova Geração de Jalisco (CJNG). A constatação foi alcançada através de indicadores financeiros específicos, conforme reportados pelo Ministério das Finanças e Crédito Público (SHCP).

O comunicado 61 detalha que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos designou 55 pessoas – 39 pessoas físicas e 16 pessoas jurídicas – relacionadas a esta estrutura. A ação faz parte da cooperação bilateral contra as finanças do crime organizado.

Indicadores detectados

A UIF identificou “indicadores relacionados a possíveis operações com recursos de origem ilícita”. Entre eles: operações em dinheiro, aquisição de veículos de alto padrão, joias e imóveis, transferências internacionais, uso intensivo de cartões de crédito e serviços e inconsistências nos rendimentos reportados ao SAT.

As autoridades detectaram “possíveis inconsistências entre os rendimentos reportados à autoridade fiscal e os recursos observados no sistema financeiro”, o que reforçou a identificação da rede.

Enfrentar empresas e reclamações

Do total, 16 pessoas jurídicas exerciam atividades ilícitas. Segundo a UIF, algumas registaram operações relevantes, enquanto outras eram empresas de fachada com “atividade económica aparente limitada ou inexistente”.

A UIF apresentou denúncia à Procuradoria-Geral da República (FGR) pelo crime de operações com recursos de origem ilícita. Também incluiu os sujeitos designados pela OFAC na Lista de Pessoas Bloqueadas (LPB), e acrescentou oito adicionais – quatro pessoas físicas e quatro pessoas jurídicas – vinculados à mesma estrutura financeira.

Coordenação internacional

O Tesouro sublinhou que as ações coordenadas com os Estados Unidos procuram “prevenir a utilização indevida do sistema financeiro, combater o branqueamento de capitais e enfraquecer as estruturas económicas do crime organizado”. A UIF mantém cooperação com autoridades nacionais e internacionais, de acordo com as normas do Grupo de Acção Financeira (GAFI).

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