UIF identifica 55 pessoas na rede financeira CJNG

A UIF detectou 55 pessoas ligadas a uma rede financeira CJNG, incluindo 16 empresas de fachada.

A Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do México detectou 55 pessoas supostamente ligadas a uma rede financeira do Cartel de Nova Geração de Jalisco (CJNG). A constatação foi alcançada através de indicadores financeiros específicos, conforme reportados pelo Ministério das Finanças e Crédito Público (SHCP).

O comunicado 61 detalha que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos designou 55 pessoas – 39 pessoas físicas e 16 pessoas jurídicas – relacionadas a esta estrutura. A ação faz parte da cooperação bilateral contra as finanças do crime organizado.

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Indicadores detectados

A UIF identificou “indicadores relacionados a possíveis operações com recursos de origem ilícita”. Entre eles: operações em dinheiro, aquisição de veículos de alto padrão, joias e imóveis, transferências internacionais, uso intensivo de cartões de crédito e serviços e inconsistências nos rendimentos reportados ao SAT.

As autoridades detectaram “possíveis inconsistências entre os rendimentos reportados à autoridade fiscal e os recursos observados no sistema financeiro”, o que reforçou a identificação da rede.

Enfrentar empresas e reclamações

Do total, 16 pessoas jurídicas exerciam atividades ilícitas. Segundo a UIF, algumas registaram operações relevantes, enquanto outras eram empresas de fachada com “atividade económica aparente limitada ou inexistente”.

A UIF apresentou denúncia à Procuradoria-Geral da República (FGR) pelo crime de operações com recursos de origem ilícita. Também incluiu os sujeitos designados pela OFAC na Lista de Pessoas Bloqueadas (LPB), e acrescentou oito adicionais – quatro pessoas físicas e quatro pessoas jurídicas – vinculados à mesma estrutura financeira.

Coordenação internacional

O Tesouro sublinhou que as ações coordenadas com os Estados Unidos procuram “prevenir a utilização indevida do sistema financeiro, combater o branqueamento de capitais e enfraquecer as estruturas económicas do crime organizado”. A UIF mantém cooperação com autoridades nacionais e internacionais, de acordo com as normas do Grupo de Acção Financeira (GAFI).

Tesouro dos EUA localiza Florença como centro de produção de drogas

O Departamento do Tesouro identificou o município de Zacatecas como base do CJNG para fentanil e cocaína.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos identificou Florencia de Benito Juárez, Zacatecas, como um dos pontos-chave do Cartel da Nova Geração de Jalisco (CJNG) para a fabricação de fentanil, cocaína e metanfetamina.

Segundo a agência, José Octaviano García Martínez é o atual chefe da praça da região, acompanhado por Cuauhtémoc Rivera Zepeda e Uriel Hernández Morales. Estes dois últimos ficariam a cargo dos laboratórios clandestinos de Zacatecas e Jalisco. Todos os três se reportam a Audias Flores Silva – vulgo El Jardinero—, designado como sucessor do falecido líder Nemesio Oseguera Cervantes, El Mencho.

Presença criminosa em um pequeno município

Florencia de Benito Juárez cobre apenas 328 quilômetros quadrados no sul do estado, na Sierra Madre Ocidental, adjacente a Jalisco. Apesar do seu tamanho, o município tem sido palco de operações do crime organizado.

Em Março de 2025, as autoridades desmantelaram um campo utilizado por uma célula criminosa. Meses depois, em junho, destruíram uma estufa usada para o cultivo de maconha. Ambas as operações procuraram neutralizar infra-estruturas ilegais.

O presidente municipal eleito em 2024 é Fortino Cortés Ramírez, que encerrará o mandato em 2027.

Violência recente e resposta federal

No sábado, 18 de julho de 2025, foram encontrados 10 corpos nos municípios de Morelos, Pánuco e Sain Alto. Das vítimas, seis eram empresários da construção, mineração e entretenimento. Outros dois eram funcionários da Câmara Municipal de Fresnillo: Fidel Alvarado de la Torre, secretário de Desenvolvimento Social Municipal, e o bombeiro Jesús Gerardo Muñetón Hernández.

Diante desses acontecimentos, a Secretaria de Defesa Nacional desdobrou 100 elementos das Forças Especiais no dia 22 de julho. Eles se juntaram às 400 tropas do Exército e da Guarda Nacional que já operavam desde 19 de julho.

O conflito na região não é novo. Em 20 de maio de 2011, um confronto entre grupos rivais – conhecido como Guerra de Florença – deixou 77 pessoas mortas. O jornalista Alfredo Valadez Rodríguez documentou este episódio no livro homônimo, publicado pela Ediciones Proceso em 2021.

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Kenia López Rabadán critica o INE por não interromper as primeiras campanhas

O deputado do PAN exige que a autoridade eleitoral atue sem subordinação face aos atos antecipados.

A presidente do Conselho de Administração da Câmara dos Deputados, Kenia López Rabadán (PAN), questionou a decisão do Instituto Nacional Eleitoral (INE) de retirar da sua agenda o debate sobre a regulamentação das campanhas antecipadas. Ele considerou que a autoridade deve atuar de forma independente para barrar esses atos, principalmente os iniciados pelo Morena em seu processo interno de seleção de candidatos a governadores para 2027.

“A autoridade eleitoral deve fazer uma análise objetiva, clara e evidente, e sem qualquer tipo de subordinação a nada. Esperemos que a autoridade eleitoral possa em breve fazer uma definição clara para que não haja eventos de campanha antecipados”, declarou em conferência de imprensa.

López Rabadán alertou que os processos iniciados fora do calendário eleitoral, mesmo que pretendam ser integrados posteriormente, são ilegais e devem ser sancionados. Insistiu que pré-campanhas sem base legal geram más práticas para o país.

Posição sobre o projeto do Conselheiro Montaño

O legislador também rejeitou o projeto de “Diretrizes Gerais para regular e fiscalizar os processos, atos, atividades e propaganda realizadas nos processos políticos” promovido pelo conselheiro Jorge Montaño. Salientou que qualquer modificação na lei deveria ter sido feita 90 dias antes do início do processo eleitoral, e não agora.

“Se quiserem modificar a lei, terão até 90 dias antes do início do processo eleitoral para modificar as regras eleitorais. Se nos habituarmos a que a lei seja violada e ninguém diga nada, será terrível para o país”, afirmou.

O apelo do deputado do PAN surge num momento em que o Morena avança na definição dos seus candidatos para 2027, o que tem levantado alertas sobre possíveis atos precoces de proselitismo. O INE, por seu lado, não emitiu posição oficial após retirar o tema da ordem do dia.

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Lei contra feminicídio: PRI vê insuficiente, Morena prioriza

A iniciativa presidencial contra o feminicídio divide opiniões no Senado: PRI questiona impunidade, PAN pede análise e Morena prioriza.

Proposta e reações

A iniciativa da presidente Claudia Sheinbaum de criar a Lei Geral de Prevenir, Investigar e Punir o Feminicídio gerou posições divididas no Senado. Morena procurará declará-lo prioritário no início do próximo período, em setembro, enquanto o PRI e o PAN manifestaram reservas.

PRI: o problema é a impunidade

A senadora do PRI Carolina Viggiano Austria sustentou que o feminicídio não pode ser resolvido com novas leis ou aumento de penas. “Você pode colocar 100 ou 70 anos de prisão, mas se nunca conseguir investigar ou condenar os responsáveis, o que você coloca é simplesmente propaganda”, disse ele.

Ele ressaltou que a verdadeira reforma está nas promotorias locais: ministérios públicos insuficientes, mal remunerados e despreparados. Propôs reforçar as capacidades de investigação, tecnologia e pessoal especializado com uma perspectiva de género.

PAN: revisão aprofundada

Mayuli Latifa Martínez, vice-coordenadora do PAN, pediu para ler a iniciativa antes de se posicionar. “Este crime hediondo contra as mulheres deveria nos unificar”, disse ela. Mas alertou que não basta criar normas: são necessárias ações de prevenção e proteção.

Ele destacou que antes do feminicídio existe uma cadeia de ataques – familiares, psicológicos, econômicos – que muitas vítimas não denunciam devido à falta de justiça imediata e à dependência econômica. Ele exigiu uma análise detalhada das obrigações dos estados.

Morena: aprovação necessária

A morenoísta Verónica Camino Farjat comemorou que a proposta chegou primeiro ao Senado. Ele explicou que atualmente existem diferenças entre os estados na classificação e sanções do feminicídio, o que beneficia os perpetradores em casos que atravessam fronteiras. “O que procuramos é que exista a mesma classificação em todos os estados”, indicou.

Camino Farjat anunciou que as comissões poderão iniciar a análise imediatamente, ainda antes do período normal, para ter o parecer pronto na primeira semana de setembro. A bancada Morena considera a iniciativa uma prioridade para proteger os direitos das mulheres.

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