Sheinbaum e Greer analisam o progresso do T-MEC no Palácio Nacional

Sheinbaum e Greer discutiram a revisão do acordo comercial trilateral.

Reunião chave do T-MEC

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, deixou o Palácio Nacional às 11h31, após uma hora e meia de reunião com a presidente Claudia Sheinbaum. Uma extensa operação de segurança protegeu a sua partida, acompanhada pelo Embaixador Ronald Johnson.

A reunião contou com a presença de Marcelo Ebrard, secretário de Economia; Julio Berdegué, ex-chefe da Agricultura; e Altagracia Gómez Sierra, coordenadora do Conselho Consultivo de Desenvolvimento Econômico Regional. Nenhum funcionário fez declarações na saída.

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Sheinbaum publicou nas redes sociais: “No Palácio Nacional, nos reunimos com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer; avançamos na revisão do T-MEC e dos acordos bilaterais em benefício de ambos os povos”.

Na sua conferência matinal, a presidente afirmou que o seu governo fez “tudo o que foi humanamente possível” para que o México enfrente a revisão comercial nas melhores condições. Sheinbaum garantiu que continuarão a defender os interesses nacionais contra decisões unilaterais de Washington.

“Não sabemos exatamente o que os Estados Unidos vão fazer; o que fazemos é o nosso melhor trabalho para encontrar as melhores condições para o nosso país”, disse ele.

O presidente rejeitou declarações de legisladores dos EUA sobre uma alegada falha no fornecimento de água. “Estamos cumprindo perfeitamente e há acordo total com os Estados Unidos. Este ano esperamos mais chuva e ainda vai se cumprir; não há problema neste momento com a questão da água”, afirmou.

Indicou que a reunião se concentrou em questões comerciais, enquanto a segurança e outras questões bilaterais serão abordadas nas mesas de coordenação. Sheinbaum acrescentou que não responderá a todas as declarações feitas por autoridades ou legisladores norte-americanos, pois muitas correspondem a outros espaços de diálogo.

Lei contra feminicídio: PRI vê insuficiente, Morena prioriza

A iniciativa presidencial contra o feminicídio divide opiniões no Senado: PRI questiona impunidade, PAN pede análise e Morena prioriza.

Proposta e reações

A iniciativa da presidente Claudia Sheinbaum de criar a Lei Geral de Prevenir, Investigar e Punir o Feminicídio gerou posições divididas no Senado. Morena procurará declará-lo prioritário no início do próximo período, em setembro, enquanto o PRI e o PAN manifestaram reservas.

PRI: o problema é a impunidade

A senadora do PRI Carolina Viggiano Austria sustentou que o feminicídio não pode ser resolvido com novas leis ou aumento de penas. “Você pode colocar 100 ou 70 anos de prisão, mas se nunca conseguir investigar ou condenar os responsáveis, o que você coloca é simplesmente propaganda”, disse ele.

Ele ressaltou que a verdadeira reforma está nas promotorias locais: ministérios públicos insuficientes, mal remunerados e despreparados. Propôs reforçar as capacidades de investigação, tecnologia e pessoal especializado com uma perspectiva de género.

PAN: revisão aprofundada

Mayuli Latifa Martínez, vice-coordenadora do PAN, pediu para ler a iniciativa antes de se posicionar. “Este crime hediondo contra as mulheres deveria nos unificar”, disse ela. Mas alertou que não basta criar normas: são necessárias ações de prevenção e proteção.

Ele destacou que antes do feminicídio existe uma cadeia de ataques – familiares, psicológicos, econômicos – que muitas vítimas não denunciam devido à falta de justiça imediata e à dependência econômica. Ele exigiu uma análise detalhada das obrigações dos estados.

Morena: aprovação necessária

A morenoísta Verónica Camino Farjat comemorou que a proposta chegou primeiro ao Senado. Ele explicou que atualmente existem diferenças entre os estados na classificação e sanções do feminicídio, o que beneficia os perpetradores em casos que atravessam fronteiras. “O que procuramos é que exista a mesma classificação em todos os estados”, indicou.

Camino Farjat anunciou que as comissões poderão iniciar a análise imediatamente, ainda antes do período normal, para ter o parecer pronto na primeira semana de setembro. A bancada Morena considera a iniciativa uma prioridade para proteger os direitos das mulheres.

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Desmontam dois laboratórios clandestinos em Michoacán e Nayarit

A Marinha localizou e desativou dois laboratórios com capacidade para produzir 17,5 toneladas por mês.

A Secretaria da Marinha (Semar) informou que nos últimos dias pessoal naval localizou e desativou dois laboratórios clandestinos em Michoacán e Nayarit. Nas operações, foram apreendidos 11 reatores de aproximadamente 30 mil litros, além de 2,5 toneladas de precursores químicos e infraestrutura especializada para produção de substâncias ilícitas.

Detalhes da operação

Segundo comunicado da agência, ambas as instalações tinham capacidade de produção superior a 17,5 toneladas por mês. O valor estimado no mercado ilícito chega a 412 milhões de dólares. Semar afirmou que esta apreensão representa recursos que impediram o fortalecimento das estruturas financeiras das organizações criminosas.

Os laboratórios foram identificados por meio de trabalhos de inteligência naval, vigilância aérea e terrestre, reconhecimento operacional e ações coordenadas entre autoridades de segurança.

A Semar destacou que na atual gestão localizou e desativou um total de 75 laboratórios clandestinos. Isto equivale a um impacto económico para o crime organizado de 20 mil 186 milhões 608 mil 766 pesos mexicanos.

A agência garantiu que continuará com estas tarefas no âmbito da Estratégia de Segurança Nacional. Só no dia 14 de julho, o secretário de Segurança e Proteção ao Cidadão, Omar García Harfuch, informou que de outubro a junho o Gabinete de Segurança desmantelou 2.627 laboratórios clandestinos e áreas de concentração de metanfetaminas. Além disso, informou 498,98 toneladas de drogas apreendidas, incluindo 5 milhões 546 mil comprimidos de fentanil.

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INE define regras para travar campanhas antecipadas

O INE procura evitar abusos na seleção interna de candidatos até 2027.

O Instituto Nacional Eleitoral (INE) vai discutir esta Quinta-feira as orientações para regular as chamadas “campanhas antecipadas”, período em que os partidos escolhem os seus candidatos para o Processo Eleitoral 2026-2027. A proposta, promovida pelo conselheiro Jorge Montaño, busca evitar abusos e garantir igualdade de condições entre os requerentes.

O que contemplam as novas diretrizes?

O projeto estabelece que as despesas de seleção interna sejam cobradas dos partidos como despesas ordinárias, com limites: 3 milhões de pesos para atividades de candidatos e 800 mil para eventos com militantes. Além disso, o INE poderá enviar representantes aos eventos públicos dos chamados “coordenadores” ou “defensores” para verificar se não estão a convocar a votação antes das pré-campanhas.

Também exige que os aspirantes a servidores públicos que não deixaram o cargo evitem o uso de recursos públicos, apresentem relatórios de despesas e cumpram regras sobre inteligência artificial. A proposta, aperfeiçoada em grupos de trabalho com partidos, passa a abranger todos os cargos e não apenas os governadores.

Ajustes para a Comissão de Verificação

O Conselho Geral também modificará o Regulamento da Comissão para permitir a integração da Comissão de Verificação da Integridade das Candidaturas, criada na reforma eleitoral de Claudia Sheinbaum. Seu objetivo é impedir que o crime organizado se infiltre nas urnas. Fontes do INE anunciaram que na próxima semana será definida a formação deste novo órgão.

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