O Instituto Nacional Eleitoral (INE) vai discutir esta Quinta-feira as orientações para regular as chamadas “campanhas antecipadas”, período em que os partidos escolhem os seus candidatos para o Processo Eleitoral 2026-2027. A proposta, promovida pelo conselheiro Jorge Montaño, busca evitar abusos e garantir igualdade de condições entre os requerentes.
O que contemplam as novas diretrizes?
O projeto estabelece que as despesas de seleção interna sejam cobradas dos partidos como despesas ordinárias, com limites: 3 milhões de pesos para atividades de candidatos e 800 mil para eventos com militantes. Além disso, o INE poderá enviar representantes aos eventos públicos dos chamados “coordenadores” ou “defensores” para verificar se não estão a convocar a votação antes das pré-campanhas.
Também exige que os aspirantes a servidores públicos que não deixaram o cargo evitem o uso de recursos públicos, apresentem relatórios de despesas e cumpram regras sobre inteligência artificial. A proposta, aperfeiçoada em grupos de trabalho com partidos, passa a abranger todos os cargos e não apenas os governadores.
Ajustes para a Comissão de Verificação
O Conselho Geral também modificará o Regulamento da Comissão para permitir a integração da Comissão de Verificação da Integridade das Candidaturas, criada na reforma eleitoral de Claudia Sheinbaum. Seu objetivo é impedir que o crime organizado se infiltre nas urnas. Fontes do INE anunciaram que na próxima semana será definida a formação deste novo órgão.




