Memorial no Anjo: quem o removeu?
Coletivos de mães em busca instalaram um memorial no Anjo da Independência para tornar visíveis as mais de 135 mil pessoas desaparecidas no país, entre elas Ana Amelí, uma jovem desaparecida há um ano em Ajusco. A estrutura foi removida menos de 24 horas depois. A Presidente Claudia Sheinbaum garantiu que o Governo do México não participou dessa ação.
“Essa retirada não cabia ao Governo do México”, afirmou durante sua conferência matinal. Ela lembrou que quando era chefe de Governo da capital foi respeitada a instalação de um espaço de memória na Glorieta de los Desaparecidos. Sheinbaum reiterou que sua administração mantém comunicação constante com os grupos.
O caso de Ana Amelí e o novo sistema de alerta
Sobre o desaparecimento de Ana Amelí, Sheinbaum destacou que os esforços de busca continuam e que, desde que tomou conhecimento, instruiu o Secretário de Defesa Nacional para que a Guarda Nacional apoiasse a família. Destacou que, após as reformas jurídicas promovidas após o caso de Teuchitlán, Jalisco, o mecanismo de alerta precoce foi fortalecido.
Explicou que quando um Ministério Público recebe uma denúncia é activado um Alerta Nacional que envolve instituições de segurança e outras entidades como aeroportos para facilitar a localização. O Ministério do Interior dispõe de um Centro de Alerta Prévio que coordena estas ações. Sheinbaum indicou que este mecanismo tem permitido localizar rapidamente pessoas dadas como desaparecidas, seja por crime ou por ausência voluntária.
O presidente reiterou que o Ministério do Interior e a Comissão Nacional de Busca (CNB) mantêm trabalho permanente com os grupos. Ele lembrou que o atual chefe da CNB foi eleito com a participação desses grupos.




