Violência contra mulheres: lesões intencionais no seu ponto mais alto
Junho encerrou com 7.476 mulheres vítimas de lesões intencionais em todo o país. É o segundo maior número desde que o Sistema Nacional de Segurança Pública iniciou esse registro, em 2015. Só em maio, todo o recorde foi superado com 7.940 vítimas.
Em média, todos os dias do mês passado, 249 mulheres com 30 anos ou mais sofreram este crime. As entidades com maior taxa por 100 mil habitantes são: Estado do México (148,9), Guanajuato (135,8), Aguascalientes (128), Baja California Sur (100), Hidalgo (92), Michoacán (86) e Sinaloa (77,9).
42 mil vítimas em seis meses
De janeiro a junho deste ano há 42.021 mulheres atacadas intencionalmente. O relatório é elaborado com base nas pastas de investigação iniciadas pelo Ministério Público Estadual. Autoridades ministeriais e organizações de direitos humanos consideram que as lesões intencionais são um passo preliminar ao homicídio ou ao feminicídio.
A violência familiar também está aumentando
Em junho, foram abertas 25.031 pastas de investigação de violência familiar, o segundo maior número no mesmo período. Entre os casos, destaca-se o do ex-diretor da Pemex, Víctor Padilla, que estava vinculado a um processo por agressão à esposa e ao filho menor. No entanto, recuperou a liberdade depois de alguns dias na prisão de Atlacholoaya, Morelos.
O relatório do Sistema Nacional de Segurança Pública revela que a violência contra as mulheres não diminui. Os números exigem medidas urgentes dos estados com maior incidência.




