Governo promete nova etapa na busca de pessoas desaparecidas

O governo anuncia uma nova etapa na busca pelos desaparecidos, ao mesmo tempo que atualiza sua estratégia e promete justiça.

Avanços ou mais do mesmo?

Arturo Medina Padilla, Subsecretário de Direitos Humanos, subiu ao palco na manhã de Sheinbaum. Seu tema: atualização da Estratégia de Busca de Pessoas Desaparecidas. A prioridade, disse ele. Verdade e justiça, ele prometeu. Incluindo Ayotzinapa.

Mas aqui estamos, de novo. Ouvindo as mesmas palavras em uma sala chamada Tesouro. Quantas estratégias já temos? A memória é frágil, mas os arquivos não.

RelacionadoAyotzinapa aos onze anos, uma ferida que permanece aberta

História que se repete

Medina traçou dois momentos históricos: a Guerra Suja e a “guerra irresponsável contra as drogas” de Calderón. Um reconhecimento oficial do desastre, tardio, mas aí está.

Depois veio o ponto inevitável: Ayotzinapa. O subsecretário chamou-o de “doloroso” e de “lesão que requer atenção da mais alta prioridade”. Parece bom até você lembrar que aquela ferida está sangrando há quase uma década.

Ele destacou o papel dos grupos familiares. Foram eles que impulsionaram a Lei Geral contra os desaparecimentos. O Estado, como costuma acontecer, chegou depois com o papel lacrado.

Houve um momento revelador. Ele falou sobre a antiga plataforma de busca onde “qualquer um poderia alimentar informações… sem metodologia ou diretrizes claras”. Um caos digital que reflete o caos real.

Novas promessas, velhos problemas

A partir de AMLO, diz Medina, foi implementada uma Estratégia Nacional que permitiu “actualizar os registos”. Agora, com Sheinbaum, começa “uma nova etapa para garantir a verdade e a justiça”.

A pergunta óbvia: qual foi a etapa anterior? Os números continuam a ser um pesadelo nacional.

“Com o governo da presidente Claudia Sheinbaum iniciamos uma nova etapa para garantir a verdade, a justiça e a busca”, declarou Medina Padilla.

Ele mencionou as descobertas do Rancho Izaguirre em 2025 como um ponto de inflexão. Daí veio a instrução presidencial para fortalecer a Comissão Nacional de Busca e reformar as leis.

Entre os anúncios específicos estão um alerta de busca nacional, a obrigatoriedade de abertura de arquivo na primeira denúncia e uma plataforma única de identidade. Parecem medidas técnicas necessárias. Mas neste país, entre o decreto e a realidade costuma haver um abismo.

A conferência de imprensa terminou. As câmeras foram desligadas. As famílias ainda estão esperando. E nós, jornalistas, continuamos a tomar nota, comparando estas promessas com as anteriores. O tempo dirá se desta vez será diferente.

Senado analisará regulamentação de escolas militarizadas após casos fatais

Senador promove revisão de normativa de 1943 após mortes de menores em escolas particulares de tipo militar.

Revisão dos regulamentos após casos fatais

Diante da morte de uma menina de 13 anos em uma escola particular militarizada, a senadora Guadalupe Chavira anunciou que o Senado revisará o Regulamento das Academias Privadas de Tipo Militar, em vigor desde 1943. O legislador qualificou a portaria como anacrônica e incompatível com a atual proteção dos direitos da criança.

Os regulamentos permitem o ensino militar desde o nível primário até ao técnico, incluindo aulas de tiro no ensino secundário e a utilização de notas que conferem autoridade a determinados alunos em detrimento de outros. Chavira destacou que estes não são casos isolados; Em 2025, outro menor de 13 anos morreu na Academia Militarizada Ollin, em Morelos, após sofrer graves abusos durante um acampamento.

“A tragédia ocorrida com Dafne, cujo sufocamento debaixo d’água está sendo investigado, deveria nos chamar à reflexão e à ação. Essas escolas não têm competência para organizar acampamentos de verão nem para autorizar práticas como o trote, que culminou na morte de uma menina de 13 anos”, declarou o senador.

O Ministério da Educação Pública (SEP) informou que a academia onde ocorreu o caso funcionava com acordo de incorporação para 2022. Após ser fechada para investigações, a escola retomou as aulas online reivindicando o direito dos alunos de continuarem a formação. A agência enfrenta pelo menos oito queixas adicionais de maus-tratos.

Chavira exigiu um novo quadro jurídico que confira ao SEP poderes regulatórios claros, uma vez que o regulamento de 1943 deixa a responsabilidade à Secretaria de Defesa Nacional. Especialistas alertam que nestas escolas privadas a disciplina é imposta através da violência e da submissão hierárquica, ao contrário das escolas oficiais onde existem áreas de direitos humanos e fiscalização da CNDH.

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Defesa se distancia da academia após morte ainda jovem

A agência citou o Regimento Interno para justificar sua posição

A Secretaria de Defesa Nacional (Sedena) se isentou de qualquer responsabilidade pela Academia Militarizada “Marina Doenitz”, em Ciudad Madero, Tamaulipas, após a morte da jovem Dafne Zapata.

Por meio de nota, o órgão afirmou que não tem competência para autorizar, fiscalizar, fiscalizar ou regulamentar instituições de ensino desse tipo.

“Informa-se que a Secretaria de Defesa Nacional não tem competência para autorizar, fiscalizar, fiscalizar ou regulamentar o funcionamento de instituições de ensino desta natureza, nos termos do Regimento Interno deste órgão, expedido pela Presidência da República através de sua publicação no Diário Oficial da Federação, em 29 de dezembro de 2008, onde foi revogada qualquer disposição administrativa que contrariasse esta ordem”, escreveu o órgão.

Acrescentou que, de acordo com este regulamento, Sedena “não tem qualquer relação com a referida academia, nem com qualquer outro estabelecimento deste tipo”.

Sem supervisão clara

O caso colocou sob escrutínio o funcionamento de escolas privadas militarizadas. Em vários estados do país eles proliferaram sem que houvesse um órgão federal que os regulasse explicitamente.

Até o momento, nenhuma autoridade estadual ou federal assumiu a responsabilidade de supervisionar essas escolas. A Promotoria de Tamaulipas investiga os acontecimentos.

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Forças Especiais da Marinha comemoram 25 anos de serviço

Unidades navais de elite comemoram 25 anos com demonstrações de capacidade e o Desafio Quachic.

Manifestação de elite em Veracruz

Membros das Forças Especiais e Comandos Anfíbios da Marinha Mexicana comemoraram seu 25º aniversário com uma exposição de suas capacidades na Heroica Escola Militar Naval, em Veracruz. As unidades realizaram atividades esportivas, circuitos de natação, caminhada com equipamentos, transporte de feridos, manobras de barco e tiro de precisão.

Criadas em 2001, estas unidades estão especialmente organizadas, treinadas e equipadas para operar em áreas hostis ou politicamente sensíveis. Sua equipe possui habilidades e competências únicas em sua formação.

Desafio Quachic e apresentações históricas

Durante o dia foram feitas apresentações sobre a evolução das Forças Especiais e dos Comandos, destacando a qualidade da sua preparação. Também foi montada uma galeria tática com equipamentos especializados.

Foi realizada a sétima edição do concurso nacional “Reto Quachic”, que contou com a participação de efetivos, cadetes e reformados. Os participantes enfrentaram obstáculos como nadar 300 metros, caminhar 1.400 metros com 20 quilos de equipamentos e armas, transportar feridos e barco e tiro de precisão.

Os exercícios testaram a aptidão física, a disciplina e a capacidade de resposta, ao mesmo tempo que fomentaram a camaradagem e a coesão do grupo. A comemoração não só celebrou um aniversário, mas reafirmou a importância da formação contínua destas unidades-chave para a segurança nacional.

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