Claudia Sheinbaum afirmou que a entrega do suposto piloto parente de Ismael “El Mayo” Zambada foi realizada de acordo com a Lei de Segurança Nacional. A Procuradoria-Geral da República (FGR) informou que o detido escondeu a identidade quando foi capturado.
Os fatos
O homem foi preso em 8 de fevereiro em Jesús María, Culiacán, Sinaloa, após um confronto armado entre forças federais e membros do crime organizado. Um soldado morreu no evento e outros cinco ficaram feridos.
Ao ser apresentado ao Ministério Público, identificou-se com nome falso. Evidências periciais subsequentes estabeleceram sua verdadeira identidade. Ele estava ligado a processos por vários crimes e foi identificado como membro de alto nível do Cartel de Sinaloa.
Em agosto, ele foi entregue aos Estados Unidos junto com outros 25 criminosos considerados altamente perigosos, com base na Lei de Segurança Nacional. Só em junho é que a atual administração da FGR encontrou nas pastas de investigação provas de uma coincidência de voz e impressões digitais que o relacionam com o piloto que transferiu Zambada no dia 25 de julho.
Postura presidencial
Sheinbaum defendeu as ações do Conselho de Segurança Nacional. Ele afirmou:
“A entrega desses criminosos aos Estados Unidos pelo Conselho de Segurança Nacional foi realizada em estrita conformidade com a Lei de Segurança Nacional.”
Explicou que o Gabinete de Segurança fez uma análise exaustiva do perfil de cada enviado e do risco que representavam para o país. “A decisão tomada pelo Conselho é para a proteção do México”, disse ele.
O presidente indicou que, segundo a FGR, no momento da entrega as autoridades desconheciam que o detido era o piloto envolvido. “Entende-se que até esse momento não se sabia quem era o piloto”, concluiu.




