A Associação Nacional de Intérpretes (ANDI) confirmou a morte da atriz mexicana Elsa Aguirre, aos 95 anos. Considerada uma das figuras mais emblemáticas da Idade de Ouro do cinema nacional, sua saída deixa de luto a indústria do entretenimento.
“Ela foi uma das atrizes mais icônicas e emblemáticas da Idade de Ouro do cinema mexicano, famosa tanto por seu talento dramático quanto por ser considerada um dos rostos mais bonitos da tela grande”, expressou o Conselho de Administração e o Comitê de Vigilância da ANDI em um comunicado.
Carreira e reconhecimentos
Aguirre participou de clássicos como Vanilla, Bronze and Dying (1954), Something Floats on the Water (1948) e Red Rain (1950), ao lado de figuras como Jorge Negrete e Ignacio López Tarso. Trabalhou com diretores como René Cardona, Miguel Zacarías e Rogelio A. González. Sua versatilidade a levou à comédia, drama, romance, ação e musicais.
Em 2003 recebeu o Prêmio Honorário Ariel da Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas por sua carreira. Em 2023, a Cineteca Nacional e a Associação Nacional de Atores (ANDA) prestaram-lhe homenagem e concederam-lhe a medalha Uma vida em palco. Durante o evento, o ator José Carlos Ruiz afirmou:
“É uma referência obrigatória para o cinema nacional.”
Sua filmografia inclui títulos como Pancho Villa y la Valentina, A estátua de carne, La perversa e sua participação na produção hollywoodiana Gigante (1956). O legado de Elsa Aguirre permanece na memória coletiva e nos filmes que marcaram uma época de ouro do cinema mexicano.




